Os futuros do açúcar bruto fecharam em baixa nesta terça-feira, 1º, após o fraco vencimento da sessão anterior do contrato de julho, reforçando o sentimento “baixista”, com os suprimentos parecendo amplos e a demanda permanecendo lenta.
O contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro teve queda de 0,5 centavo de dólar, ou 3,1%, a 15,70 centavos de dólar por libra-peso.
Os negociantes observaram que a proporção de cana usada para produzir açúcar na região Centro-Sul do Brasil aumentou para 51,5% na primeira quinzena de junho, ante 49,7% no ano anterior, indicando que o adoçante continua mais lucrativo do que o etanol, apesar da recente queda nos preços.

“Enquanto não houver sinais de que as usinas de açúcar no Brasil estejam cortando a produção como resultado dos preços baixos, é provável que o declínio dos preços continue”, disse o Commerzbank em uma atualização diária.
A recente queda do mercado foi impulsionada, em parte, pelas chuvas de monções antecipadas e abundantes deste ano, que podem aumentar a produção de açúcar na Índia e na Tailândia.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 2,2%, indo a US$ 462,70 por tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira