
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 30 de setembro a 6 de outubro:
Na média nacional, o preço do etanol novamente correspondeu a 61% do valor de comercialização da gasolina
No período, foi vantajoso abastecer com etanol em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal
O preço do etanol nos postos aumentou em 16 estados e no DF, diminuiu em nove e não foi registrado no Amapá
Preço médio da gasolina subiu 0,08% e o do etanol, 0,06%
A cotação do biocombustível voltou a subir nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás
Na semana de 30 de setembro a 6 de outubro, a média do preço dos combustíveis nas bombas do país aumentou, mesmo que bem pouco. De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), essa é a menor valorização desde agosto.
Na análise, o etanol foi valorizado em 0,06%. Dessa forma, ele segue competitivo em comparação com a gasolina, pois, na média nacional, seu preço correspondeu a 61% do valor de comercialização do combustível fóssil – inferior à paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.
O indicador se manteve entre as duas últimas semanas, quebrando a sequência de aumentos desde o final de agosto. Dessa forma, ele mantém a competitividade do etanol na tendência favorável vista desde abril.

De acordo com a ANP, entre 30 de setembro e 6 de outubro, o preço do etanol nos postos aumentou em 16 estados e no Distrito Federal, recuou em nove e não foi registrado no Amapá.
Com o aumento em tantos estados, o preço médio a nível nacional passou de R$ 2,865 para R$ 2,867 por litro. O aumento de 0,06% é o quinto, e o menor, desde a sequência de reduções vista em junho.
Já o valor médio da gasolina passou de R$ 4,696 para R$ 4,700 por litro, um crescimento de 0,08%.
Independente dos aumentos nos preços observados no último mês, o biocombustível segue em vantagem em Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

São Paulo segue apresentando o menor valor médio do etanol nas bombas: R$ 2,682/l, após uma queda de 0,11%. Com a redução de 0,16% para a gasolina, a relação entre os combustíveis se manteve em 60%.
Já Mato Grosso segue com o segundo menor valor para o biocombustível, R$ 2,869/l, mesmo após aumento de 2,1%. Com a valorização de 0,47% para a gasolina, o indicador comparativo de preços subiu para 59,5%, mas segue sendo a menor entre os estados.
Nos postos mineiros, com a maior redução para o etanol (0,3%) do que para a gasolina (0,06%), a relação média entre eles diminuiu para 60,7% e se manteve favorável ao biocombustível.
Em Goiás, o preço do etanol caiu 0,07% e o da a gasolina subiu 0,12%. Assim, o indicador comercial se manteve favorável ao biocombustível, com 59,9%.
Enquanto isso, no Paraná, o preço do etanol subiu 0,1%. Com a queda de 0,07% para a gasolina, a relação entre os preços subiu para 64,6%, mantendo-se favorável ao etanol.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, o preço do biocombustível voltou a subir em São Paulo, Mato Grosso e Goiás. O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 4,63%, chegando a uma alta de 24,3% nas últimas seis semanas.
Em Mato Grosso, por sua vez, a cotação do etanol hidratado subiu 0,14% em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 26,1%.
Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 4,57% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado nas últimas 58 semanas é de 25,7%.
Rafaella Coury – novaCana.com