Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 5 a 11 de abril:

Preço médio da gasolina caiu 3,47% e o do etanol, 5,76%
Na média nacional, o valor do combustível renovável correspondeu a 69% do preço de comercialização do fóssil
Com as variações nos estados, o consumo de etanol é economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
O preço do etanol nos postos caiu em 23 estados e no Distrito Federal, subiu apenas na Paraíba e em Rondônia, e não foi registrado no Amapá
Nas usinas, o renovável voltou a subir em São Paulo e Goiás, mas caiu em Mato Grosso
Depois de cinco semanas em queda, o etanol hidratado que sai das usinas de São Paulo e Goiás apresentou aumentos de 7,21% e 1,98%, respectivamente, na semana entre 5 e 11 de abril. Mesmo que alguns estados mantenham a recomendação de isolamento devido à pandemia do coronavírus, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, acredita que o feriado da páscoa deu sustentação aos preços, com um ligeiro reaquecimento da demanda. Já em Mato Grosso, o etanol teve nova redução, de 8,96%.
Ainda assim, o valor nos postos segue em queda. Na competição com a gasolina, o biocombustível tem sido favorecido para os consumidores.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 5 a 11 de abril, o valor cobrado pelo etanol correspondeu a 69% do preço da gasolina, ficando abaixo da linha da paridade comercialmente estabelecida em 70% pela primeira vez desde a segunda semana de janeiro.
O indicador teve uma redução de 2,4% na semana, a maior do ano, graças à maior queda para o renovável: enquanto seu preço médio passou de R$ 3,039 por litro para R$ 2,864/l, uma queda de 5,76%, a gasolina foi de R$ 4,298/l para R$ 4,149/l, caindo 3,47%.
Além disso, enquanto o valor médio do etanol ficou abaixo da linha dos R$ 3,00 – o que não era visto desde novembro de 2019 –, o valor médio da gasolina atingiu o patamar mais baixo desde maio de 2018.

De acordo com os dados da ANP, na semana de 5 a 11 de abril, o preço do etanol só aumentou na Paraíba e em Rondônia, tendo diminuído em 23 estados e no Distrito Federal. Novamente, o valor para o Amapá não foi registrado.
Já a gasolina não registou aumentos na média dos estados pela terceira semana consecutiva.
Neste cenário, o consumo do biocombustível é vantajoso economicamente para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e, novamente, Mato Grosso.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível caiu 5,48% e chegou a R$ 2,656/l, o menor valor médio do país. Como a gasolina caiu menos, 2,32%, a relação entre os preços diminuiu para 66,5%, favorecendo ainda mais o renovável.
Já em Minas Gerais, o etanol teve uma redução de 7,04% – chegando a R$ 2,917/l e ficando abaixo dos R$ 3,00/l pela primeira vez desde outubro de 2019. Como a gasolina teve uma queda menor, de 3,83%, a relação entre os valores caiu para 67,1%.
Em Goiás, o etanol apresentou queda de 7,64% e a gasolina, de 5,01%. Desta forma, a relação entre os preços diminuiu para 65,6%, novamente se firmando como a mais favorável para o biocombustível dentre os estados.
Mato Grosso registrou a maior queda para o etanol da análise, 11,31%, chegando a R$ 2,83/l. Como a gasolina caiu menos, 5,25%, a relação entre os preços teve uma redução e chegou a 67,3%. Assim, o estado passou a favorecer o renovável novamente, após completar um mês acima do limite.
No Paraná, o etanol caiu 6,65% e a gasolina, 4,23%. Desta forma, a relação entre os preços reduziu para 73,7%, mas ainda permanece acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores de etanol. O primeiro, Mato Grosso do Sul, subiu para 80,3%, seguindo acima do limite da competitividade para o renovável.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).
Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Rafaella Coury – novaCana.com