Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 27 de outubro a 2 de novembro:

Na média nacional, preço da gasolina subiu 0,18% e o do etanol avançou 0,03%
Na comparação entre os preços, o valor do litro do etanol correspondeu a 66,8% do preço da gasolina
Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o consumo de etanol é economicamente vantajoso para os motoristas
O preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 13 e não foi registrado no Amapá
Nas usinas, dos principais estados produtores, o preço do etanol segue subindo
Na semana de 27 de outubro a 2 de novembro, o preço médio da gasolina nas bombas dos postos de todo o país subiu 0,18%, chegando a R$ 4,386. O aumento, após duas semanas de baixas, representou um pequeno alívio para o etanol na relação entre os valores.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre os combustíveis chegou a 66,8% na última análise. Com isso, o biocombustível é considerado economicamente competitivo, mantendo distância do limite comercialmente estabelecido de 70%, conforme observado desde abril.
A queda de 0,15% no indicador foi a primeira em um mês e é consequência principalmente do aumento da gasolina. O preço do etanol ficou praticamente estável entre as duas análises, passando de R$ 2,927/l para R$ 2,928/l.

De acordo com a ANP, o preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 13 e não foi registrado no Amapá.
Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o preço do biocombustível caiu 0,07% na semana – chegando a R$ 2,724/l –, enquanto o da gasolina teve decréscimo de 0,05%. Assim, a relação entre os valores ficou em 65,6%, favorável para o biocombustível.
Já Mato Grosso apresentou um aumento de 0,67% para o etanol, mas segue com o menor valor médio do país (R$ 2,559/l). Como a gasolina se manteve, a relação entre eles subiu para 57%, ainda mantendo o biocombustível como o mais competitivo do país.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,78% e a gasolina, 0,45%. Desta forma, a relação entre os preços subiu para 63,9%, ainda favorável ao biocombustível.
Já Goiás registrou o aumento de 0,52% para o renovável, que ficou em R$ 3,095/l, e de 0,22% para a gasolina. Assim, a relação entre eles subiu para 67,3%, competitiva para o renovável.
No Paraná – que fazia parte desta relação até 19 de outubro –, o etanol teve um aumento de 0,17% e a gasolina, de 0,1%, fazendo a relação entre os preços se mantivesse em 70,5%, acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes estados produtores de etanol. O Mato Grosso do Sul, com índice de 82,2%, não apresenta etanol competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, Goiás, São Paulo e Mato Grosso novamente apresentaram aumentos.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 1,92%.
Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 1,85% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
E, em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 2,91% entre as duas últimas semanas.
Rafaella Coury – novaCana.com