Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 12 a 18 de novembro:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal; já os da gasolina baixaram em 17 unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 446 cidades brasileiras, uma a mais do que na semana anterior
Depois de três semanas de reduções, o preço médio do etanol teve uma nova alta nos postos brasileiros, enquanto a gasolina se manteve estável, após onze semanas de retrações. Entre 12 e 18 de novembro, o biocombustível saiu de R$ 3,54 por litro para R$ 3,57/L, aumento de 0,9% e seu concorrente fóssil ficou em R$ 5,63/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a variação semanal nos postos, a vantagem comercial do renovável passou por uma diminuição. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 63,4% na média nacional, ante os 62,9% de uma semana antes.
Mas, com a gasolina brasileira 8% mais cara do que no exterior, é possível que a Petrobras faça um novo reajuste para o fóssil, estreitando a relação entre os valores dos combustíveis. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, citou uma queda internacional do petróleo e cobrou a estatal para reduzir seus preços.
Ainda assim, o etanol se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1857/L para R$ 2,1420/L, queda de 2%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, também houve baixa de 2% nas produtoras goianas e de 0,7% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 446 cidades, uma a mais do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 12 a 18 de novembro, os preços do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal, subiram em cinco, ficaram estáveis em sete e não foram apresentados em um. Já os da gasolina caíram em 17 unidades da federação, subiram em seis e ficaram estáveis em quatro.

Em São Paulo, o biocombustível ficou estável em R$ 3,44/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,20/L, queda de 0,4% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 62,3%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,64/L, alta de 10,6% na semana. Da mesma forma, a gasolina subiu 3,7%, para em R$ 5,63/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 64,7%, acima da vista na semana anterior, mas ainda vantajosa para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou um acréscimo de 0,3% no preço médio do etanol, para R$ 3,49/L. Enquanto isso, a gasolina caiu 0,2%, para R$ 5,49/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,6% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol baixou 1,2%, para R$ 3,20/L, permanecendo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve uma retração de 0,5%, para R$ 5,65/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 56,6%, um índice menor do que o visto uma semana antes e o mais competitivo para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,6%, para R$ 3,51/L. A gasolina, por sua vez, baixou 0,4%, indo a R$ 5,45/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 64,4% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,4% do preço da gasolina, também favorável ao renovável, ainda que o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o biocombustível caiu 0,8%, para R$ 3,80/L, enquanto a gasolina baixou 0,2%, para R$ 5,81/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 446 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Giully Regina – NovaCana