Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 25 a 31 de maio:

Os valores do etanol caíram em 18 estados e os da gasolina reduziram em 15 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 372 cidades brasileiras, três a mais do que no período anterior
Entre os dias 25 e 31 de maio, os preços do etanol e da gasolina contabilizaram mais uma retração na média nacional. O biocombustível saiu de R$ 4,28 por litro para R$ 4,27/L, redução de 0,2%, e o seu concorrente fóssil baixou no mesmo patamar, de R$ 6,28/L para R$ 6,27/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,1% na média nacional, levemente abaixo dos 68,2% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em seis estados.

De 26 a 30 de maio, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,61/L, queda de 2,8% frente aos R$ 2,686/L da semana anterior. Já as usinas goianas tiveram uma redução de 1,4% e as mato-grossenses, de 0,9%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 372 cidades brasileiras, três a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 25 a 31 de maio, os preços médios do etanol caíram em 18 estados, aumentaram em seis e ficaram estáveis em três, incluindo do Distrito Federal. Já os da gasolina tiveram queda em 15 unidades da federação, subiram em quatro e se mantiveram em oito.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível caiu 0,2%, para R$ 4,07/L, enquanto o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,14/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,3%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,57/L, com redução de 0,7%. Já a gasolina ficou estável em R$ 6,33/L. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 72,2%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou redução de 0,7% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,25/L, e a gasolina teve baixa de 0,3%, para R$ 6,10/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,7% do preço do combustível fóssil, próximo ao limite considerado favorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol teve queda de 0,8%, para R$ 3,89/L, menor preço dentre todos os estados, enquanto a gasolina ficou caiu 0,5%, para R$ 6,15/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 63,3%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,8%, para R$ 3,95/L, e a gasolina ficou estável em R$ 6,05/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,3% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,1% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,4%, para R$ 4,48/L, e o da gasolina baixou 0,2%, para R$ 6,58/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 372 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nos últimos meses.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana