Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 11 a 17 de junho:

Os valores do etanol caíram em 14 estados e no Distrito Federal e os da gasolina tiveram baixa em 17 unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo e Mato Grosso
O preço do etanol hidratado teve alta nas usinas mato-grossenses e paulistas, e queda nas goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 437 cidades brasileiras, uma a mais do que o visto na semana anterior
Após contabilizarem um leve aumento, os preços médios do etanol e da gasolina voltaram à tendência de queda nos postos brasileiros. Os números foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre 11 e 17 de junho, o valor médio do biocombustível teve uma retração 0,8%, saindo de R$ 3,80 por litro para R$ 3,77/L. Já o de seu concorrente fóssil caiu 0,4%, de R$ 5,41/L para R$ 5,40/L.
Por conta do período da pesquisa, a queda ainda não engloba a retração de R$ 0,13 no litro da gasolina vendida às distribuidoras, anunciada pela Petrobras na sexta-feira, 16.
Com as novas retrações na média nacional, o renovável conseguiu reaver sua vantagem comercial. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 69,8% na média nacional, inferior aos 70,1% de uma semana antes. Com isso, o biocombustível volta a se tornar economicamente vantajoso para o consumidor.
Os valores correspondem a um levantamento feito pela ANP em 437 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.
Nas médias estaduais, o etanol é competitivo somente em São Paulo e em Mato Grosso.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,5309/L para R$ 2,5455/L. A alta foi de 0,6%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve retração de 0,5% nas produtoras goianas e aumento de 0,3% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 437 cidades, uma a mais do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 11 a 17 de junho, os preços do etanol caíram em 14 estados e no Distrito Federal, subiram em nove e ficaram estáveis em três. Já os da gasolina tiveram baixa em 17 unidades da federação.

Em São Paulo, o biocombustível teve queda de 0,8%, custando R$ 3,63/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,28/L, baixa de 0,6% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços ficou em 68,8%, abaixo de uma semana antes e ainda em um patamar economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,77/L, queda de 0,3%. A gasolina, por sua vez, subiu 0,4%, para R$ 5,36/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 70,3%, no limite de competitividade do etanol, um valor considerado adequada para motores mais novos.
Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 0,8% no preço médio do etanol, para R$ 3,69/L, enquanto a gasolina também caiu 0,8%, para R$ 5,24/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 70,4% do preço do combustível fóssil, também em uma relação de preços que pode vantajosa para os motoristas, a depender de cada veículo.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 1,1%, para R$ 3,46/L – o menor valor entre todos os estados. No período, o valor da gasolina teve uma retração de 0,5% para R$ 5,46/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 63,4%, índice abaixo do visto uma semana antes, quando era de 63,8%, e ainda a relação mais vantajosa para o biocombustível do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou estável em R$ 3,79/L. A gasolina, por sua vez, aumentou seu preço em 0,6%, somando R$ 5,23/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 72,5% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação sem competitividade, mas abaixo da observado na semana anterior.
Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 74,5% do preço da gasolina, o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o renovável subiu 0,5%, para R$ 4,11/L, enquanto a gasolina se manteve estável em R$ 5,52/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
No ano passado, os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.
Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nos períodos subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 437 municípios.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
Giully Regina – NovaCana