
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 14 a 20 de abril:
Preço médio da gasolina subiu 0,59% e o do etanol, 2,13%
Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 67,1% do valor de comercialização da gasolina
No período, foi vantajoso abastecer com etanol em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais
O preço do etanol nos postos aumentou em 18 estados, diminuiu em sete e no DF, e não foi registrado no Amapá
A cotação do biocombustível voltou a subir nas usinas de Mato Grosso, São Paulo e Goiás
Na semana de 14 a 20 de abril, a variação dos preços dos combustíveis nas bombas dos postos de todo o país diminuiu a competitividade do etanol. Depois de semanas de favorecimento, o aumento no valor médio do biocombustível teve um impacto negativo.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do renovável correspondeu a 67,1% do valor cobrado pela gasolina. Assim, o indicador segue abaixo do limite da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%, porém, está maior do que o visto nas duas últimas semanas.
O índice teve um aumento de 1,51% no comparativo semanal, quebrando a tendência que começou na metade de março graças ao maior aumento no preço médio do etanol. Enquanto o biocombustível passou de R$ 2,908 por litro para R$ 2,97/l, uma variação de 2,13%, seu correspondente fóssil passou de R$ 4,402/l para R$ 4,428/l, um aumento de 0,59%, desfavorecendo o renovável.
Esse também é o maior valor médio do biocombustível desde outubro de 2018.

De acordo com a ANP, entre 14 e 20 de abril, o preço do etanol nos postos aumentou em 18 estados, diminuiu em sete e no Distrito Federal, e não foi registrado no Amapá. Já a gasolina só não subiu na Bahia, em Mato Grosso e no Distrito Federal, também não sendo registrado o valor no Amapá.
Com as variações nos preços observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

São Paulo, o estado que mais produz e consome etanol no país, registrou o segundo menor valor médio para o biocombustível (R$ 2,82/l), mesmo com o aumento de 2,84%. Com o aumento de 0,92% para a gasolina, a relação entre eles subiu para 67,6%, um indicador ainda positivo para o renovável.
Já Mato Grosso apresentou uma queda de 0,12% para o etanol, mantendo o menor valor médio do país (R$ 2,569/l), e de 0,18% para a gasolina. Assim, o índice de competitividade segue em 57,4% e o estado permanece com o biocombustível mais competitivo do país.
Goiás, por outro lado, teve o aumento de 1,42% para o etanol, chegando a R$ 2,997/l – o terceiro menor valor do levantamento. Como gasolina também subiu no estado, mas menos (0,4%), a relação entre eles subiu para 65,6%, favorável ao renovável.
Em Minas Gerais, enquanto o etanol subiu 2,3%, a gasolina subiu 0,60%, fazendo a relação entre eles subir para 66,3%. Ainda assim, o preço do biocombustível segue abaixo da linha da paridade energética comercialmente estabelecida.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Já nas usinas, o preço do biocombustível subiu em Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 4,66%, chegando a uma alta de 36,1% nas últimas 33 semanas.
Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 10,17% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 23%.
Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 9,88% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado das 86 semanas é de 58,8%.
Rafaella Coury – novaCana.com