Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 12 a 18 de julho:

Preço médio da gasolina subiu 0,88% e o do etanol novamente se manteve
Na média nacional, o valor do combustível renovável correspondeu a 66,2% do preço de comercialização do fóssil
O consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
O preço do etanol nos postos subiu em 15 estados e no Distrito Federal, caiu em nove e se manteve na Bahia e no Alagoas
O biocombustível voltou a subir nas usinas de São Paulo, mas caiu em Goiás e Mato Grosso
Na semana de 12 a 18 de julho, o preço do etanol vendido pelas usinas de cana-de-açúcar dos principais produtores do país teve poucas alterações. De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o hidratado registrou aumento de 0,65% em São Paulo, e queda de 0,09% em Mato Grosso e de 0,05% em Goiás.
Os valores, bem similares aos da análise anterior, fizeram com que o preço médio do renovável nas bombas dos postos se mantivesse em R$ 2,737 por litro pela terceira semana consecutiva.
Por outro lado, mesmo sem um anúncio recente de aumento no preço da gasolina nas refinarias, o combustível fóssil subiu 0,88% na análise. Com o aumento, o preço médio passou de R$ 4,097/l para R$ 4,133/l.
As variações registradas favoreceram a competividade do etanol, cujo preço médio agora corresponde a 66,2% do valor da gasolina, afastando-se ainda mais da linha comercialmente estabelecida em 70%.
A queda semanal de 0,9% no indicador fez com que ele novamente atingisse o menor valor do ano. Isso já havia ocorrido no final de maio, como uma consequência da redução no abastecimento devido à pandemia de coronavírus.

De acordo com os dados da ANP, na semana de 12 a 18 de julho, o preço médio do etanol registrou aumentos em 15 estados e no Distrito Federal, queda em nove e manutenção na Bahia e no Alagoas
Enquanto isso, a gasolina só não subiu no Distrito Federal, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima.
Desta forma, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o renovável caiu 0,43%, chegando a R$ 2,533/l, o menor valor da análise. Como a gasolina subiu 0,59%, a relação entre os preços diminuiu para 64,8%, favorecendo o biocombustível.
Já Mato Grosso registrou o aumento de 3,71% no valor cobrado pelo etanol, o segundo maior crescimento da análise. Isso fez com que o litro do biocombustível caísse para a segunda posição entre os mais baratos do país, com R$ 2,57. Como a gasolina subiu um pouco mais, 3,91%, a relação entre os preços foi para 61,6%, reafirmando o estado com o biocombustível mais competitivo do país.
Por sua vez, Minas Gerais registrou o aumento de 1,25% para o renovável, chegando a R$ 2,835/l. Como a gasolina subiu mais, 1,93%, a relação entre os valores teve uma leve queda e foi para 66,4%, favorável para o etanol.
Enquanto isso, Goiás apresentou a maior queda da análise para o renovável, 2,55%, chegando ao custo médio de R$ 2,68/l. Já gasolina subiu 0,49%, fazendo a relação entre os preços cair mais uma vez e chegar a 65,1%, favorecendo o etanol.
No Paraná, o biocombustível teve a menor queda da análise, apenas 0,07%, enquanto a gasolina subiu 1,23%. Desta forma, a relação entre eles caiu e chegou a 71,9%, ainda acima do limite considerado favorável para o renovável.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 74,4% na análise mais recente – ainda que o valor esteja acima do limite da competitividade para o renovável, este é o menor índice desde outubro de 2018.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Rafaella Coury – novaCana.com