
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 15 a 21 de setembro:
Etanol se valoriza pela terceira semana consecutiva
Preço médio da gasolina subiu 0,16% enquanto o do etanol se manteve
Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 65,9% do valor de comercialização do combustível fóssil
Nos postos de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, etanol segue economicamente vantajoso para os consumidores
O preço do etanol nos postos aumentou em 13 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 11 e se manteve no Alagoas
Na semana de 15 a 21 de setembro, a variação nos preços dos combustíveis foi bem pequena, porém, o aumento para a gasolina favoreceu a competitividade do etanol.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre os preços ficou em 65,9%, afastando-se um pouco mais do limite comercialmente estabelecido em 70% em relação à semana anterior.
A redução de 0,15% no indicador se deveu ao aumento de 0,16% no valor da gasolina, que foi de R$ 4,31 por litro para R$ 4,317/l no período. A elevação ocorreu antes mesmo do anúncio oficial da Petrobras, que aumentou em 3,5% o valor da gasolina nas refinarias a partir da última quinta-feira.
Já o preço médio do etanol se manteve em R$ 2,843/l.
Dessa forma, essa é a terceira redução consecutiva no índice, o que não ocorria desde junho. O resultado indica um aumento da competitividade do combustível renovável perante seu correspondente fóssil.

De acordo com a ANP, o preço do etanol nos postos aumentou em 13 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 11 e se manteve no Alagoas. Já o preço médio da gasolina reduziu em 13 estados e se manteve no Amazonas.
Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná, estados em que apresenta valores abaixo de R$ 3,00 nas bombas.

São Paulo, o estado que mais produz e consome etanol no país, mais uma vez apresentou queda para o biocombustível (0,15%) e o menor valor do país nas bombas (R$ 2,622/l). Com a redução de 0,12% para a gasolina, a relação entre os preços foi para 64,3%, favorável ao renovável.
Já Mato Grosso apresentou novamente uma queda de 0,07% para o etanol, mantendo-se com o segundo menor valor médio do país (R$ 2,71/l). Como a gasolina subiu 0,09%, a relação entre os preços foi para 60,5%, representando o biocombustível mais competitivo do país.
Goiás registrou o aumento de 0,59% para o renovável e chegou a R$ 2,915/l. Com o aumento de 0,31% para a gasolina, a relação entre os valores chegou a 64,9%, competitiva para o renovável.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,04% (R$ 2,847/l) e a gasolina, 0,13%, o que fez a relação entre eles cair para 62,4%, favorável ao biocombustível.
E no Paraná, o aumento de 0,82% no preço do etanol e a queda de 0,22% para a gasolina fez com que a relação entre eles ficasse em 69,7%, bem perto do limite da vantagem para o renovável. O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes estados produtores – Mato Grosso do Sul, com índice de 82,4%, não apresenta etanol competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, Goiás segue apresentando aumento, acompanhado por São Paulo. Já Mato Grosso registrou queda mais uma vez.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 1,64%.
Mato Grosso, por sua vez, teve redução de 1,88% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
Em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 0,84% entre as duas últimas semanas.
Rafaella Coury – novaCana.com