
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 25 a 31 de agosto:
Preço médio da gasolina caiu 0,39% enquanto o do etanol subiu 0,35%, diminuindo a competitividade do biocombustível
Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 66,5% do valor de comercialização do fóssil
Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná seguem vantajosos para os consumidores de etanol
O preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados, diminuiu em 13 e no Distrito Federal, e não foi registrado no Amapá
Por outro lado, o preço do renovável novamente caiu nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás
A competitividade média do etanol segue caindo, com o indicador que mede a relação entre o preço do biocombustível e da gasolina atingindo o maior patamar desde maio, quando beirou o limite comercialmente estabelecido de 70%. Na última semana de agosto, o índice nacional foi de 66,5% – 0,76% acima do da semana anterior –, uma consequência da variação dos preços dos combustíveis nos postos.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 25 a 31 de agosto, o preço médio do biocombustível subiu 0,35%, passando de R$ 2,85 por litro para R$ 2,86/l. Essa é a sétima semana consecutiva de aumentos no preço médio do etanol hidratado, após a sequência de quedas observada a partir de abril.
Por outro lado, a gasolina apresentou uma queda de 0,39% nos postos, saindo dos R$ 4,32/l para R$ 4,303/l, em média.

De acordo com a ANP, entre 25 e 31 de agosto, o preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados, diminuiu em 13 e no Distrito Federal, e não foi registrado no Amapá. Já o preço médio da gasolina só aumentou em seis estados.
Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná, estados em que apresenta valores abaixo de R$ 3,00 nas bombas.

São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, segue com o menor valor do país mesmo após o crescimento de 0,19%, mantendo a posição que atingiu na semana passada. Assim, apresentou o preço médio de R$ 2,648/l nas bombas. Com o aumento de 0,02% para a gasolina, a relação entre os preços foi para 64,8%, favorável ao renovável.
Já Mato Grosso teve um aumento de 1,38% para o etanol, o segundo maior da semana, mas também se manteve com o segundo menor valor médio do país (R$ 2,72/l). A gasolina caiu 0,18%, fazendo a relação entre os preços chegar a 60,8%, o maior valor desde 2018, mas ainda o mais competitivo do país para o biocombustível.
O etanol de Goiás novamente registrou um aumento significativo, de 1,32%, e chegou a R$ 2,909/l. Ao mesmo tempo, a gasolina subiu 0,72%, chegando a R$ 4,483/l. Assim, a relação entre os valores nas bombas foi para 64,9%, mantendo-se competitiva para o renovável.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,42% e a gasolina caiu 0,31%, o que fez a relação entre eles subir um pouco, chegando a 62,7%, favorável ao biocombustível.
E, no Paraná, o aumento de 0,04% no preço do etanol e a queda de 0,1% para a gasolina fez com que a relação entre eles subisse para 69,2%, vantajosa para os consumidores do biocombustível no estado, mesmo sendo o segundo mais alto dentre os seis grandes estados produtores.
Em Mato Grosso do Sul, com índice de 82,6%, o etanol não é considerado competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, o cenário segue sendo de queda, já que o preço do biocombustível caiu novamente em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação teve um recuo de 1,80%.
Mato Grosso, por sua vez, teve redução de 0,69% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
E em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 0,86% entre as duas últimas semanas.
Rafaella Coury – novaCana.com