Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol cai 0,5% na semana, para R$ 3,82/L

Gasolina apresentou queda de 1,4%; relação entre os valores dos combustíveis chegou a 77,3%


NovaCana - Publicado: 19 Dez 2022 - 11:14 | Atualizado: 13 Jan 2023 - 07:27

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 11 a 17 de dezembro:

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  1. O valor do etanol subiu em oito estados, já o da gasolina caiu em 24 unidades da federação

  • O consumo do biocombustível não é considerado economicamente vantajoso em qualquer estado

  • O preço do etanol hidratado teve redução nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas 

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 252 cidades brasileiras, 14 a mais ante a semana anterior


  • O preço da gasolina nos postos brasileiros apresentou a sua quarta queda semanal seguida, depois de seis aumentos consecutivos. Já o etanol entrou em sua terceira baixa seguida após oito semanas de elevação.

    Entre 11 e 17 de dezembro, na média nacional, o biocombustível passou de R$ 3,84 por litro para R$ 3,82/L, queda de 0,5%. E a gasolina foi de R$ 5,01/L para R$ 4,94/L, redução de 1,4%.

    Os valores foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e correspondem a 252 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    A maior retração para o combustível fóssil pode ser reflexo da redução de 6,1% para o preço da gasolina, anunciada pela Petrobras no início do mês. A última alteração de valores havia sido feita pela estatal em setembro.

    Assim, o etanol continua perdendo vantagem econômica. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 77,3% na semana, acima do resultado anterior, de 76,6%. Com isso, superou ainda mais o limite considerado economicamente vantajoso para o etanol, de 70%.

    Nas médias estaduais, por sua vez, o renovável não é mais vantajoso em nenhum caso.

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    Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,7155/L para R$ 2,6781/L. A redução foi de 1,4%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve baixa de 2,3% produtoras goianas e de 2,4% nas mato-grossenses.

    Variações nos estados

    Em meio à troca da empresa terceirizada responsável pelo levantamento da ANP, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 252 cidades, 14 a mais do que uma semana antes. Esta diferença no número compromete a comparação.

    Segundo a ANP, de 11 a 17 de dezembro, os preços do etanol caíram em dez estados e no Distrito Federal, subiram em oito, ficaram estáveis em sete e não foram divulgadas no Amapá. Já os da gasolina tiveram redução em 24 unidades da federação, ficaram estáveis em três e não subiram em nenhum.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve um decréscimo de 1,1%, custando R$ 3,72/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 4,84/L, queda de 1,2%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 76,9%, um resultado que não é economicamente favorável ao renovável, e levemente acima dos 76,7% de uma semana antes.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,72/L na média, aumento semanal de 0,3%. A gasolina caiu 1,2%, para R$ 4,95/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 75,2%, acima dos 74,1% do período anterior e ainda desfavorável ao etanol.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,8% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 3,78/L, enquanto a gasolina também caiu 0,8%, sendo comercializada por R$ 4,86/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 77,8% do preço do combustível fóssil, mantendo a média anterior, e com o etanol ainda sem competitividade.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma retração de 1,4%, indo para R$ 3,65/L –menor valor entre os seis maiores produtores. No período, a gasolina caiu 2%, indo para R$ 5/L. Com isso, a relação entre os preços subiu para 73%, ante 72,5% na semana anterior. Deste modo, a relação entre os preços continua desvantajosa ao biocombustível no estado.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol se manteve estável em R$ 3,76/L. A gasolina, por sua vez, caiu 0,2%, para R$ 4,72/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 79,7% do preço de seu concorrente fóssil, acima dos 79,5% registrados uma semana antes.

    Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 80,7% do preço da gasolina, a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. No período, o renovável teve uma queda de 0,2%, sendo vendido por R$ 4,18/L na média estadual, também o maior valor entre os maiores fabricantes do biocombustível. Já a gasolina teve um decréscimo de 1,3%, para R$ 5,18/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Ausência de dados

    Os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.

    Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nas semanas subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 252 municípios.

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.

    Giully Regina – NovaCana