Os preços dos grãos negociados nos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira, 25, depois que um ataque com mísseis russos no porto ucraniano de Odessa no fim de semana levantou dúvidas sobre a implementação do acordo feito na semana passada para abrir um corredor para as exportações da Ucrânia.
Os futuros de milho ainda foram apoiados por previsões de clima quente e seco em partes do Meio-Oeste dos EUA durante estágios cruciais de desenvolvimento da cultura.
Com isso, os contratos futuros de milho para dezembro ganharam 19,50 centavos, indo a US$ 5,8375 por bushel.
Já na bolsa brasileira B3, o movimento foi de elevação após quatro sessões consecutivas de queda. O contrato de milho para setembro subiu 0,97%, para R$ 83,90 por saca de 60 quilos, enquanto o com vencimento em novembro teve alta de 0,84%, indo a R$ 86,31 por saca.
Os mercados haviam caído na semana passada depois que Rússia, Ucrânia, Nações Unidas e Turquia assinaram um acordo na sexta-feira para reabrir três portos ucranianos do Mar Negro para exportações de grãos, embora um ataque russo com mísseis em Odessa tenha criado ceticismo.
Moscou ignorou as preocupações de que o acordo poderia ser descarrilado, dizendo que visava apenas a infraestrutura militar. A Ucrânia denunciou o ataque como uma demonstração de que Moscou não é confiável.
A Ucrânia disse que está avançando com os esforços para reiniciar as exportações e que o primeiro embarque de grãos sob o acordo pode ocorrer nesta semana.
“Eles estão tentando nos dizer que, mesmo com a Rússia atacando seus portos logo após o acordo, que isso não afetará nada. Acho isso difícil de acreditar”, disse o analista de risco de commodities Karl Setzer, da Agrivisor.
Nos Estados Unidos, as chuvas recentes reduziram os temores de estresse nas colheitas, embora um retorno ao clima quente e seco durante a polinização crucial do milho e o desenvolvimento das vagens de soja tenham adicionado um novo apoio aos mercados.
Christopher Walljasper
Com reportagem de Nigel Hunt; informações adicionais NovaCana