Milho

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Preço do milho reage em MT, mas ainda está abaixo da expectativa, diz Imea

Instituto chama a atenção também para a evolução da safra de milho da Argentina


Globo Rural - Publicado: 30 Jan 2024 - 09:23

O preço do milho disponível tem reagido em Mato Grosso neste mês, informou nesta segunda-feira, 29, o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea). Na semana passada, a cotação média chegou a R$ 40,35 a saca de 60 quilos, alta de 4,63% em comparação com o mesmo período em dezembro de 2023. Em boletim semanal, os técnicos ressaltam, no entanto, que os valores ainda estão abaixo das expectativas do mercado.

Em comparação com a mesma semana em janeiro de 2023, a cotação média da semana passada é 36,02% mais baixa. O Imea atribui a situação à maior oferta do cereal no mercado interno, consequência do atraso na comercialização.

“Para as próximas semanas, os produtores devem se atentar às oscilações nas cotações da CME-Group, tendo em vista que é um dos principais balizadores de preços e poderá sofrer alterações de acordo com os resultados produtivos da safra 2024/25 nos Estados Unidos”, informa o Instituto, em boletim.

Na sessão desta segunda-feira em Chicago, perspectivas de maior oferta no curto prazo voltaram a pressionar as cotações do cereal. O contrato futuro com vencimento em março de 2024 caiu 1,34% e fechou a US$ 4,4025 o bushel.

No boletim desta semana, o Imea chama a atenção também para a evolução da safra de milho da Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estimou na semana passada, que os agricultores do país plantaram 97,2% da área prevista, que é de 7,2 milhões de hectares.

A expectativa é de que a produção argentina se recupere, depois de fortes perdas sofridas em anos anteriores, sob efeitos do fenômeno climático La Niña. A projeção da Bolsa de Cereais é de uma colheita de 56,5 milhões de toneladas, um crescimento de 66,18%.

Segundo o boletim da instituição sediada em Buenos Aires, 41% das plantações da safra atual está em condições boas a excelentes. Outros 53% estão normais e 6%, ruins ou péssimas.

Raphael Salomão