Os contratos futuros de milho negociados nos Estados Unidos se estabilizaram após atingirem a maior alta em quase dois meses nesta quarta-feira, 24, sustentados por preocupações de que o clima quente e seco no Meio-Oeste durante os principais períodos de desenvolvimento das safras limitou o tamanho da colheita de outono do hemisfério Norte, disseram traders.
Assim, os futuros de milho estenderam sua série de ganhos para seis sessões consecutivas, mas ficaram bem abaixo dos picos do overnight, pressionados por alguns relatos de forte potencial de rendimento nas principais áreas de produção de Illinois e Iowa por técnicos do anual Pro Farmer Crop Tour.
Entretanto, as colheitas nessas áreas de produção provavelmente não compensariam as deficiências observadas em outros estados. “Quando eles divulgarem seus números hoje à noite, você descobrirá que Iowa e Illinois estão olhando para safras em grande parte médias”, disse o presidente da corretora A/C Trading, Jim Gerlach, em Indiana. “O calor chegou a esta safra”.
Na Bolsa de Chicago, o milho para entrega em dezembro fechou em alta de 2 centavos de dólar, a US$ 6,5725 por bushel. Os preços atingiram o pico de US$ 6,71, o mais alto para o contrato mais ativo desde 27 de junho.
Já na bolsa brasileira B3, o movimento foi misto e de pouca variação. O milho para setembro caiu 0,19%, para R$ 85,10 por saca de 60 quilos, enquanto o com vencimento em novembro teve alta de 0,23%, indo a R$ 88,14 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem de Gus Trompiz e Rajendra Jadhav; informações adicionais NovaCana