Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) se firmaram nesta quarta-feira, 8, apoiados pelas condições climáticas na América do Sul que prejudicam as exportações de rivais dos Estados Unidos, embora as ofertas norte-americanas acima do esperado tenham limitado os ganhos.
Assim, o contrato de milho mais ativo na CBOT avançou 4,50 centavos de dólar, indo a US$ 6,785 por bushel.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) aumentou os estoques finais de milho do país para um valor acima do que os analistas esperavam, inicialmente pressionando os futuros.
“Sim, perdemos um pouco de etanol, mas isso era esperado”, disse o presidente da Global Commodities Analytics, Mike Zuzolo.
O USDA também fez cortes em suas previsões para a safra da Argentina devido às condições de seca. “Acho que todo mundo acredita que há espaço para mais revisões de baixa na Argentina”, disse o especialista sênior em gerenciamento de riscos da Top Third Ag Marketing, Ed Duggan.
O clima sul-americano continua a trazer otimismo aos Estados Unidos, já que as chuvas no Brasil continuam atrasando o plantio do milho de segunda safra, que compete com os Estados Unidos no cenário mundial de exportação.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cortou nesta quarta-feira sua previsão para a segunda safra de milho do Brasil, citando atrasos na colheita da soja.
Ainda assim, na bolsa brasileira B3, o movimento foi misto, com retração para os contratos mais próximos.
Os futuros para março caíram 0,49%, para R$ 87,32 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,16%, para R$ 88,88 por saca.
Christopher Walljasper
Com reportagem de Gus Trompiz e Enrico Dela Cruz; informações adicionais NovaCana