Na segunda-feira, 31, os preços do milho registraram altas e baixas no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas em Campinas (SP) e Itapetininga (SP).
Já as desvalorizações apareceram somente nas praças de Tangará de Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e no oeste da Bahia.
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “as negociações no físico não evoluem e seguem limitadas”.
A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, “apesar da queda no preço físico, o mercado do cereal protagoniza um duelo entre compradores e vendedores que estabiliza a saca negociada em Campinas (SP) no nível de R$ 98”.
Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semana apontando que os valores do milho caíram nos últimos dias na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, pressionados pelo maior interesse de vendedores em negociar o cereal.
“Produtores estão mais ativos no mercado spot, tendo em vista a proximidade da colheita da segunda safra, a expectativa de melhora nas condições das lavouras e as recentes desvalorizações internacionais. Já do lado comprador, segundo pesquisadores do Cepea, verifica-se que muitos priorizam o consumo dos estoques no curto prazo, à espera de novas quedas nos preços após o avanço da colheita”.
Neste ambiente, entre 21 e 28 de maio, o Indicador Esalq/BM&FBovespa (região de Campinas) caiu 2,6%, fechando a R$ 99,24 por saca na sexta-feira, 28.
Os preços futuros do milho encerraram o primeiro dia da semana subindo na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,83% e 2,41% ao final do dia.
O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 95,92 com ganho de 2,13%; o setembro de 2021 valeu R$ 97,47 com valorização de 2,41%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 98,10 com alta de 2,13%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 100 com elevação de 1,83%.
A Radar Investimentos relata que “os últimos dias foram voláteis no mercado futuro da B3 com as especulações sobre o tamanho da safrinha no Brasil crescendo a cada dia”.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, muitas regiões de safrinha registraram a ocorrência de granizo e, com isso, as perdas decorrentes da chuva podem ser até maiores do que os benefícios da volta das precipitações.
“A B3 está respondendo a isso. O mercado dos investidores está puxando [os preços] para cima porque eles acreditam que o granizo e o vento vão trazer mais prejuízos do que resultados positivos”, relata.
Brandalizze ainda comenta ainda que o dólar, em alta neste final de mês, também é um fator altista para o milho.
Guilherme Dorigatti