Os futuros de milho negociados nos Estados Unidos subiram 3,5% nesta quarta-feira, 19, com a intensificação da guerra na Ucrânia ameaçando diminuir os embarques de grãos de um importante fornecedor global.
O presidente russo, Vladimir Putin, acusou nesta quarta-feira os países ocidentais de deturparem o acordo de grãos do Mar Negro, já expirado, que permitia exportações da Ucrânia.
A Rússia ainda alertou que, a partir de quinta-feira, qualquer navio em direção aos portos ucranianos do Mar Negro será considerado como um potencial transportador de cargas militares. Já Kiev acusou Moscou de realizar ataques “infernais” durante a noite, que danificaram a infraestrutura de exportação de grãos.
Além disso, os futuros foram afetados devido a previsões de tempo quente e seco nos Estados Unidos, o que gerou preocupações com o estresse da safra no Meio-Oeste do país.
Com isso, o contrato do milho com vencimento em dezembro na Bolsa de Chicago (CBOT) avançou 18,50 centavos de dólar, para US$ 5,53 por bushel, tocando uma máxima desde 27 de junho.
Na bolsa brasileira B3, o movimento também foi de elevação. Os futuros de milho para setembro subiram 2,93%, para R$ 59,39 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve alta de 2,62%, indo a R$ 62,29 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem de Naveen Thukral e Sybille de La Hamaide; informações adicionais NovaCana