Mais de 100 mil créditos de descarbonização foram retirados de circulação no período
A redução das metas totais do RenovaBio e o rateio realizado entre as distribuidoras que são obrigadas a comprar os créditos de descarbonização do programa, os CBios, movimentou o mercado dos títulos na segunda metade de setembro. No período, houve um aumento do volume negociado e do preço médio dos CBios.
Conforme números disponibilizados pela B3 na tarde de hoje (1º), os créditos chegaram ao valor máximo de R$ 40,50 no período. Este é o maior preço já registrado desde a primeira compra dos títulos, quando eles foram negociados a R$ 50.
Na quinzena, um total de 2,42 mil CBios foram comercializados a um preço médio de R$ 31,87, gerando uma receita total de R$ 77,29 milhões. Devido ao aumento nos valores e ao alto volume negociado, o preço médio histórico dos créditos subiu para R$ 28,16 – quinze dias antes, este valor era de R$ 21.
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A redução das metas totais do RenovaBio e o rateio realizado entre as distribuidoras que são obrigadas a comprar os créditos de descarbonização do programa, os CBios, movimentou o mercado dos títulos na segunda metade de setembro. No período, houve um aumento do volume negociado e do preço médio dos CBios.
Conforme números disponibilizados pela B3 na tarde de hoje (1º), os créditos chegaram ao valor máximo de R$ 40,50 no período. Este é o maior preço já registrado desde a primeira compra dos títulos, quando eles foram negociados a R$ 50.
Na quinzena, um total de 2,42 mil CBios foram comercializados a um preço médio de R$ 31,87, gerando uma receita total de R$ 77,29 milhões. Devido ao aumento nos valores e ao alto volume negociado, o preço médio histórico dos créditos subiu para R$ 28,16 – quinze dias antes, este valor era de R$ 21.

Considerando o mês de setembro inteiro, o preço médio dos CBios foi de R$ 29,77. No período, as negociações variaram de R$ 19,75 – registrado nos dois primeiros dias do mês – a R$ 40,50, conforme visto na última segunda-feira (28).
Atualmente, ainda segundo a B3, as distribuidoras possuem 1,82 milhão de créditos. O montante é equivalente a 12,9% da meta do programa para 2020, de 14,53 milhões de títulos.
Por sua vez, investidores que não possuem metas a cumprir acumulam 49,16 mil CBios. Estes títulos poderão ser vendidos às distribuidoras ou retirados de circulação por meio da chamada aposentadoria.

Até o momento, a B3 já notificou a aposentadoria de 117,83 mil CBios – equivalente a 0,8% da meta para o ano. Embora a quantia possa ser considerada pequena, é preciso considerar que volumes grandes de CBios só começaram a ser aposentados após 16 de setembro.
Além disso, as distribuidoras com obrigações a cumprir têm até 31 de dezembro para adquirir e aposentar o volume de CBios correspondente a suas metas individuais.

A B3, porém, não divulga quantos CBios foram aposentados especificamente por distribuidoras. Ainda que as novas regras do RenovaBio permitam que créditos aposentados por investidores sem metas possam ser abatidos da meta total, este mecanismo ainda não foi regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Mais CBios a caminho
De acordo com a B3, as companhias produtoras de biocombustíveis já emitiram um total de 9,51 milhões de CBios – o que corresponde a 65,4% da meta de compra das distribuidoras. Ao final do mês, o estoque em posse das usinas era de 7,64 milhões de créditos.

Segundo a ANP, por sua vez, as unidades produtoras já cadastraram notas fiscais capazes de gerar mais de 10 milhões de CBios. “Com essa tendência de crescimento, a expectativa é que se tenha CBios suficientes para atingimento da meta para 2019 e 2020 até o início de dezembro”, informou a agência.
A expectativa é que os CBios restantes sejam disponibilizados para comercialização nos próximos dias.
Renata Bossle – NovaCana