Os contratos futuros de açúcar fecharam em queda ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Analistas do Goldman Sachs e do JP Morgan avaliaram, em relatórios distintos, que as baixas nos contratos do adoçante estão próximas do limite aceitável pelos investidores.
Em 30 dias, o vencimento julho, mais líquido, acumula perdas de 9,38% e, no ano, redução de 24,10% puxadas pelo aumento na oferta de países como Índia e Tailândia. Nesta terça-feira (1º), o contrato julho caiu 6 pontos, a 11,69 cents por libra-peso.

Para o JP Morgan, as negociações recuaram quando as cotações romperam o suporte de 11 cents, patamar que "limitou o apetite do mercado para adicionar posições", afirmou a instituição financeira.
No entanto, o Goldman Sachs acredita que no intervalo de três a seis meses, o açúcar tende a se estabilizar na ICE, ao redor de 12 cents e pode caminhar até os 13 cents nos próximos 12 meses. "O mercado pode estar lutando com excesso de oferta, mas o crescimento contínuo da demanda global deve estabilizar os preços", disse o Goldman.
Em todos os outros mercados de commodities agrícolas da Bolsa de Nova York houve alta no pregão de ontem. Os futuros do café arábica avançaram 200 pontos, a 124,80 cents por libra-peso; o algodão subiu 64 pontos, para 84,48 cents por libra-peso; o cacau ganhou US$ 69, para US$ 2.894 por tonelada, enquanto o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) aumentou 230 pontos, a 158 cents.