Valor da gasolina nas refinarias teve alta de 28% ao longo do mês
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O preço do etanol hidratado no Centro-Sul iniciou uma tendência de alta em 13 de maio suportada principalmente pelos aumentos no preço da gasolina nas refinarias. Desde então, o valor do biocombustível está subindo diariamente.
O mercado brasileiro de etanol foi atingido pela chamada “tempestade perfeita” do mercado, por conta da queda no consumo provocada pela pandemia de coronavírus e pelo colapso nos preços internacionais do petróleo, que começou em 8 de março. Estes fatores combinados limitaram o preço do etanol nas semanas que antecederam o início da safra 2020/21 no Centro-Sul, dando perspectivas negativas ao ambiente de preços.
A S&P Global Platts avaliou o etanol hidratado em Ribeirão Preto a R$ 1.595/m³ em 2 de abril e, posteriormente, em 27 de abril. Desde então, os preços de comercialização das usinas subiram 19% e, na última quarta-feira (27), ficaram em R$ 1.895/m³.
Este suporte aos preços é justificado pelos recentes aumentos no valor da gasolina, que reverteram os 12 cortes realizados pela Petrobras ao longo de 2020 – de 14 de janeiro a 29 de abril, a gasolina caiu 49% no polo de Paulínia. Diante da recuperação dos preços internacionais do petróleo e da fraqueza do real em relação ao dólar, a tendência de queda começou a mudar em maio.
Desde 7 de maio, a Petrobras subiu quatro vezes o valor da gasolina nas refinarias, acumulando uma elevação de 28%. Em Paulínia, o último preço publicado é de R$ 1.367/m³ – o valor ainda é 28% menor ante 14 de janeiro.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O preço do etanol hidratado no Centro-Sul iniciou uma tendência de alta em 13 de maio suportada principalmente pelos aumentos no preço da gasolina nas refinarias. Desde então, o valor do biocombustível está subindo diariamente.
O mercado brasileiro de etanol foi atingido pela chamada “tempestade perfeita” do mercado, por conta da queda no consumo provocada pela pandemia de coronavírus e pelo colapso nos preços internacionais do petróleo, que começou em 8 de março. Estes fatores combinados limitaram o preço do etanol nas semanas que antecederam o início da safra 2020/21 no Centro-Sul, dando perspectivas negativas ao ambiente de preços.
A S&P Global Platts avaliou o etanol hidratado em Ribeirão Preto a R$ 1.595/m³ em 2 de abril e, posteriormente, em 27 de abril. Desde então, os preços de comercialização das usinas subiram 19% e, na última quarta-feira (27), ficaram em R$ 1.895/m³.
Este suporte aos preços é justificado pelos recentes aumentos no valor da gasolina, que reverteram os 12 cortes realizados pela Petrobras ao longo de 2020 – de 14 de janeiro a 29 de abril, a gasolina caiu 49% no polo de Paulínia. Diante da recuperação dos preços internacionais do petróleo e da fraqueza do real em relação ao dólar, a tendência de queda começou a mudar em maio.
Desde 7 de maio, a Petrobras subiu quatro vezes o valor da gasolina nas refinarias, acumulando uma elevação de 28%. Em Paulínia, o último preço publicado é de R$ 1.367/m³ – o valor ainda é 28% menor ante 14 de janeiro.
Por sua vez, na quarta-feira (27), a Platts avaliou o preço da paridade de importação de gasolina entregue em Santos em R$ 1.383,76/m³, queda de 2,65% no dia.
“Considerando as quedas de preço observadas no mercado internacional de energia e a taxa de câmbio, os preços da Petrobras estão alinhados em alguns portos das regiões Sul e Sudeste, mas ainda estão atrasados no Norte e no Nordeste”, afirma a gerente de inteligência de mercado da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Milena Mansur.
O repasse do aumento do preço da gasolina nas refinarias para os consumidores, porém, depende das estratégias comerciais de postos e distribuidoras. Segundo a Petrobras, no preço final de venda, 19% é o custo da gasolina na refinaria, 19% é a margem dos distribuidores e revendedores, 12% é o custo do etanol anidro e 50% é a carga tributária.
Atualmente, conforme dados semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol hidratado mantém uma vantagem competitiva sobre a gasolina no Sudeste e no Centro-Oeste. Na semana que terminou em 23 de maio, a relação entre o preço do etanol hidratado e o valor da gasolina no Sudeste foi de 63,84%, o índice mais competitivo desde meados de outubro de 2019.
Comercialmente, o etanol hidratado oferece uma vantagem econômica sobre o combustível fóssil quando seu preço está abaixo do limite de 70%. Portanto, qualquer aumento no valor da gasolina para os consumidores também pode resultar em um preço mais alto para o biocombustível.
Por conta disso, participantes do mercado estão otimistas com o novo movimento de alta dos preços. No entanto, ainda há uma grande preocupação com a demanda, pois as maiores cidades consumidoras de combustível seguem sob medidas de isolamento social.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana