
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 21 a 27 de abril:
Preço médio da gasolina subiu 1,72% e o do etanol, 5,29%
Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 69,4% do valor de comercialização da gasolina
No período, foi vantajoso abastecer com etanol apenas em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais
O preço do etanol nos postos aumentou em 20 estados e no Distrito Federal, diminuiu em cinco e se manteve no Amapá
A cotação do biocombustível caiu nas usinas de Mato Grosso, São Paulo e Goiás
Na semana de 21 a 27 de abril, o aumento no preço dos combustíveis desfavoreceu o etanol. Pela segunda semana consecutiva, o biocombustível perdeu competitividade nas bombas, atingindo o pior índice desde abril de 2018.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol correspondeu a 69,4% do valor cobrado pela gasolina, ficando no limite da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.
O índice teve uma elevação de 3,43% na análise graças ao maior aumento no preço médio do etanol. Enquanto o litro do biocombustível subiu de R$ 2,97 para R$ 3,127 – uma variação de 5,29% –, o preço de seu correspondente fóssil passou de R$ 4,428/l para R$ 4,504/l, um aumento de 1,72%, desfavorecendo o renovável.
Essa é a primeira vez que o valor médio do biocombustível ultrapassa a marca de R$ 3,00 desde abril de 2018. Também se trata do maior valor do etanol na série histórica iniciada em 2004.

De acordo com a ANP, entre 21 e 27 de abril, o preço do etanol nos postos aumentou em 20 estados e no Distrito Federal, diminuiu em cinco e se manteve no Amapá. A gasolina, por sua vez, só não subiu no Amazonas e em Roraima.
Com as variações nos preços observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

São Paulo, o estado que mais produz e consome etanol no país, registrou o segundo maior aumento para o biocombustível na análise, 5,89%, chegando a R$ 2,986/l. Com o aumento de 1,87% para a gasolina, a relação entre os preços dos combustíveis chegou a 70,3% e o renovável passou a não ser competitivo na média do estado.
Já Mato Grosso apresentou um aumento de 1,56% para o etanol; mesmo assim, mantém o menor valor médio do país (R$ 2,609/l). Com o aumento de 0,89% para a gasolina, o índice de competitividade chegou a 57,8%, mantendo o biocombustível como o mais competitivo do país.
Goiás teve o aumento de 6,44% para o etanol, chegando a R$ 3,190/l. Como a gasolina também subiu, mas menos (0,72%), a relação entre eles subiu para 69,3% e está no limite da faixa considerada favorável para o renovável.
Em Minas Gerais, enquanto o etanol subiu 6,63% – o maior do levantamento –, a gasolina subiu 2,26%, fazendo a relação entre eles subir para 69,1%. Apesar de perto do limite, o preço do biocombustível o mantém abaixo da linha da paridade energética comercialmente estabelecida.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Já nas usinas, o preço do biocombustível voltou a cair em Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação caiu 6,47%, chegando a uma alta de 29,6% nas últimas 34 semanas.
Mato Grosso, por sua vez, teve redução de 1,63% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 21,4%.
Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 12,04% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado das 87 semanas é de 46,8%.
Rafaella Coury – novaCana.com