Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE atingiram uma nova mínima de quatro anos nesta quinta-feira, 12, com as perspectivas de uma safra melhor para o adoçante na Ásia e com mais oferta do Brasil também prevista.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em julho caiu 0,15 centavo de dólar, ou 0,9%, a 16,27 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido 16,18 centavos de dólar durante a sessão, o menor preço desde abril de 2021.
Os comerciantes disseram que o clima permanece baixista devido às amplas chuvas na Índia, Tailândia e China. Enquanto isso, no Brasil, o maior produtor, espera-se que as condições mais secas em maio tenham ajudado a colheita.

Uma pesquisa da S&P Global indicou que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil aumentou 4,7%, para 2,84 milhões de toneladas, na segunda metade de maio. A consultoria Datagro estima um aumento de 5,8%, para 2,86 milhões de toneladas. Os dados serão divulgados na segunda-feira, 16.
O petróleo ficou estável nesta quinta-feira, após os ganhos acentuados na sessão anterior devido à crescente tensão no Oriente Médio. Os preços mais altos da energia podem sustentar o açúcar, levando as usinas brasileiras a produzirem mais etanol em detrimento do açúcar.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 1,4%, indo a US$ 466,30 por tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira