No dia 11 de outubro, a GranBio e a Honeywell anunciaram uma parceria: a combinação da tecnologia de etanol celulósico da primeira com a rota de produção Ethanol to Jet (ETJ) da segunda, para produzir combustível de aviação sustentável (SAF) neutro em carbono, feito a partir de resíduos de biomassa. A aplicação deve ocorrer na planta de demonstração da GranBio, nos Estados Unidos.
O processo patenteado da GranBio, chamado Avap, converte a biomassa de resíduos florestais e agrícolas em açúcares puros, de baixo custo e baixa intensidade de carbono, lignina e nanocelulose, viabilizando a produção de SAF neutro em carbono. Os açúcares celulósicos são convertidos em SAF, por meio da tecnologia ETJ da Honeywell, e em coprodutos bioquímicos por meio de outro processo.
O NovaCana conversou com exclusividade com o CEO da GranBio, Bernardo Gradin, que apresentou sua visão não apenas sobre a parceira, mas também a respeito da capacidade de produção de SAF, especialmente no Brasil.
Para Gradin, os potenciais produtores de SAF no país precisam de clientes que paguem pelo prêmio verde do biocombustível, além disso, eles necessitam de um biocombustível com pegada de carbono neutra ou até negativa, ou seja, com redução de entre 50% e 100% das emissões no comparativo com o querosene de aviação convencional.
Ele ainda defende a produção do biocombustível de aviação por meio de diferentes rotas por conta da necessidade de diversificação para dar conta da demanda e, também, para o aproveitamento de energia limpa no processo de conversão mais presente em cada região.
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