Açúcar: Mercado

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Preço do açúcar sobe na ICE com perspectiva de déficit global da commodity


Barchart - Publicado: 27 Nov 2024 - 07:37

Desde a última quinta-feira, 21, os futuros de açúcar negociados na ICE estão sob pressão, inclusive registrando mínimas de uma semana na segunda-feira. Mas esta terça-feira, 26, terminou em alta.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março subiu 0,42 centavo de dólar, ou 1,99%, para 21,57 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar branco, também para março, teve elevação de US$ 9,60, ou 1,76%, indo a US$ 555,20 por tonelada.

Os preços do açúcar subiram depois que o Citigroup previu déficits globais de açúcar para as safras 2024/25 e 2025/26. O banco projeta que o consumo deve superar a produção em 2,3 milhões de toneladas na temporada em andamento e em 1,3 milhões de toneladas na próxima, citando uma seca prolongada seguida por chuvas excessivas no Centro-Sul do Brasil, a principal região produtora de açúcar do país.

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório semestral divulgado na última quinta-feira, projetou que a produção global de açúcar de 2024/25 subiria 1,5% no ano, para um recorde de 186,619 milhões de toneladas. Já o consumo global aumentaria 1,2% no mesmo período, indo a um recorde de 179,63 milhões de toneladas.

Apesar da visão de superávit, o USDA também previu que os estoques finais globais de açúcar de 2024/25 cairiam 6,1% no ano, para 45,427 milhões de toneladas.

Por sua vez, a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) reduziu sua previsão de déficit global de açúcar para 2024/25 a 2,51 milhões de toneladas, ante uma visão de 3,58 milhões de toneladas em agosto. A ISO também aumentou sua estimativa de superávit global de açúcar para 2023/24 para 1,31 milhão de toneladas.

Na semana passada, os preços do açúcar subiram para máximas de duas semanas após projeções da Wilmar International de que o número de usinas de açúcar fechadas no Brasil mais que triplicará neste mês, reduzindo drasticamente a produção do país.

As usinas de açúcar no Brasil normalmente param de processar cana durante os meses mais chuvosos de verão e retomam as operações em março, dependendo do clima. No entanto, as fortes chuvas recentes levaram as usinas a encerrarem as atividades mais cedo do que o esperado.

Rich Asplund
Com tradução e adaptação NovaCana