Os contratos futuros do açúcar negociados na ICE recuaram nesta quinta-feira, à medida que mercados acionários globais entraram em “bear market” e o petróleo voltou a despencar, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôr limites às viagens da Europa para o país visando conter o avanço do coronavírus.
O vencimento maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,64 centavo de dólar, a 11,62 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar uma mínima de mais de cinco meses (11,53 centavos), que também é o menor valor já registrado pelo contrato.
A Petrobras anunciou a redução do preço do diesel nas refinarias em 6,5% e o da gasolina em 9,5%, movimento que pode impulsionar a produção de açúcar no Brasil e reduzir a de etanol.

“O mercado está tentando se equilibrar, vai ficar volátil por alguns dias. Em termos de açúcar, a correlação com os preços da energia tem sido muito forte”, disse Carlos Mera, do Rabobank.
“Nós ainda temos uma situação (de aperto) de oferta na Tailândia, e não esperamos muita recuperação para o próximo ano, então nestes níveis nós adotaríamos uma abordagem levemente altista”, acrescentou Mera.
O açúcar branco para maio cedeu 5,1 dólares, terminando o dia cotado a 354,10 dólares por tonelada.
Maytaal Angel e Marcelo Teixeira