O açúcar fechou em queda esta quinta-feira na ICE, muito em função de uma fraqueza nos mercados do petróleo.
Os preços do adoçante foram pressionados pela possibilidade de os menores valores do petróleo reduzirem a competitividade do etanol derivado da cana no Brasil, o que aumenta a chance de moinhos ampliarem a quantidade de cana utilizada para a produção do açúcar.
O contrato março do açúcar bruto caiu 0,17 centavo, ou 1,3 por cento, a 12,73 centavos por libra-peso, eliminando os ganhos da quarta-feira.

Ainda assim, os preços seguiram em seu intervalo. E isso deve continuar até o início da Conferência do Açúcar de Dubai, no domingo, escreveu em nota James Liddiard, vice-presidente sênior da consultoria Agrillion.
A longo prazo, operadores monitoraram potenciais fatores de suporte.
“Ainda que os preços do açúcar tenham melhorado desde outubro, eles seguem pouco atraentes para recuo de áreas de beterraba e cana em países exportadores”, disse a casa de negociações Sucden, de Paris, em relatório ao mercado.
“Em geral, o balanço produção-consumo aponta para a neutralidade em 2018/19 e até mesmo para déficit em 2019/20”, adicionou.
O contrato março do açúcar branco fechou em queda de 3,70 dólares, ou 1,1 por cento, a 337,70 dólares por tonelada.
Ayenat Mersie e Nigel Hunt