Açúcar: Exportação

Açúcar: Exportação

[Açúcar Update] Preços voltam a disparar em NY e se aproximam de 20 cents/lb


Agência Estado - Publicado: 09 Jun 2016 - 11:14

A correção esperada para o açúcar demerara não só não ocorreu, como os contratos voltaram a disparar ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), renovando máximas em três anos e meio. Após as fortes chuvas, os preços agora são sustentados pela perspectiva de geadas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil, que podem prejudicar a produtividade dos canaviais.

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Pela previsão meteorológica, algumas áreas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul podem observar temperaturas na casa dos 5 graus Celsius até o início da semana que vem. Essa perspectiva faz os participantes se lembrarem das fortes geadas que atingiram as plantações de Mato Grosso do Sul no inverno de 2013. Naquele ano, o frio intenso no mês de julho resultou numa quebra de 6% da safra de cana local.

Paralelamente, o mercado monitora os embarques de açúcar pelo Brasil, que ainda precisam voltar a fluir para reduzir os temores quanto à oferta no curto prazo. Ontem, o levantamento da Williams Brazil deu dimensão do "estrago" provocado pelas precipitações nos últimos dias. Na semana encerrada em 8 de junho, a fila de navios para carregar o alimento passou de 48 para 59 embarcações.

Foi agendado o carregamento de 2,37 milhões de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 1,85 milhão de t, ou 78% do total. Paranaguá responderá por 20% (848,99 mil t); e Maceió, por 2% (35,49 mil t).

Por fim, o longo prazo segue dando importante suporte. Nesta quarta-feira, foi a vez de o Rabobank elevar sua previsão de déficit para a temporada global 2015/16, de 6,8 milhões de toneladas para 8,5 milhões de toneladas, além de projetar outro para o ciclo 2016/17, de 5,5 milhões de toneladas. Conforme a instituição, a produção menor na Ásia e os riscos climáticos no Brasil respondem por essa revisão.

Graficamente, os futuros passaram a ter suporte nos 19,50 cents/lb. Para cima, as apostas estão na resistência de 20 cents por libra-peso.

Ontem, julho subiu 61 pontos (3,21%) e encerrou em 19,61 cents/lb, maior patamar desde 2 de janeiro de 2013. A máxima no dia foi de 19,76 cents/lb (mais 76 pontos) e a mínima de 18,98 cents/lb (menos 2 pontos). Outubro avançou 54 pontos (2,82%) e terminou em 19,66 cents/lb. O spread julho/outubro variou de 12 para 7 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela. O dólar ficou em R$ 3,3689 (-2,28%) e, de novo, contribuiu para a alta do açúcar.

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O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a quarta-feira em R$ 80,92/saca (+0,89%). Em dólar, ficou em US$ 24,01/saca (+3,22%).

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