Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda nesta segunda-feira, 27, depois de terem atingido uma máxima em duas semanas, com a diminuição das vendas no Brasil, o maior produtor, e a recuperação dos preços do petróleo.
O açúcar bruto com vencimento em maio fechou em queda de 0,1 centavo, ou 0,7%, a 13,83 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir o valor mais alto desde 9 de abril, a 14,15 centavos de dólar por libra-peso. O contrato ganhou 4,6% na semana passada.
“Parece que a origem terminou (a venda em pânico) e está esperando por um nível mais alto”, disse o corretor e consultor Michael McDougall.

O adoçante ganhou apoio recentemente com as apostas de que a demanda por etanol e os preços no Brasil devem aumentar.
O aumento planejado pelo Brasil na mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, deve aumentar a demanda por etanol anidro em cerca de 1 bilhão de litros, disse a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) na segunda-feira.
A maior produtora de açúcar da Europa, a Suedzucker, registrou uma queda de 53,4% no lucro operacional anual preliminar, uma vez que os baixos preços do açúcar na União Europeia prejudicaram os resultados.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 1,9%, para US$ 427,10 a tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira