Os futuros de açúcar bruto negociados na ICE subiram nesta quarta-feira, 25, registrando alta após notícias do Brasil, o maior produtor da commodity. Mais cedo, eles caíram para o nível mais baixo em mais de quatro anos, com a perspectiva das safras da Índia e da Tailândia, que serão impulsionadas pelas amplas chuvas de monções deste ano.
Comerciantes disseram que a recuperação estava ligada ao Brasil, onde geadas foram relatadas em alguns campos de cana-de-açúcar nesta quarta-feira. Além disso, o governo aumentou a mistura de etanol na gasolina, de 27% para 30%, o que aumentará a demanda pelo biocombustível e, como resultado, reduzirá a matéria-prima disponível para a produção de açúcar.
Os contratos de açúcar bruto com vencimento em julho fecharam em alta de 1,3%, para 15,98 centavos de dólar por libra-peso, depois de caírem para 15,70 centavos de dólar por libra-peso mais cedo. No acumulado do ano, eles acumulam queda de cerca de 17%.

Neste contexto, os contratos futuros de açúcar branco também registraram alta, subindo 2,4%, para US$ 479 por tonelada.
Mas os comerciantes também argumentam que o aumento da produção de açúcar na Índia e na Tailândia – o segundo maior produtor global e o segundo maior exportador da commodity, respectivamente – pode levar a um excedente global em 2025/26 (outubro a setembro).
A consultoria CovrigAnalytics projetou neste mês que haveria um superávit de 4,2 milhões de toneladas na temporada.