Os futuros de açúcar bruto fecharam em alta na ICE nesta sexta-feira, 11, afastando-se da mínima em três semanas atingida esta semana, diante de maiores preocupações dos investidores com a possibilidade de o fenômeno climático La Niña prejudicar a safra do Brasil, o maior produtor global.
O contrato do açúcar bruto com vencimento em março subiu 0,4%, para 22,24 centavos de dólar por libra-peso. O contrato, no entanto, registrou perda de 3,3% na semana.
Há 60% de chance de que as condições climáticas do La Niña se manifestem entre setembro e novembro, devendo persistir até janeiro a março de 2025, disse um meteorologista do governo dos Estados Unidos.
Os operadores disseram que o La Niña pode levar a condições de seca no Brasil, o que é preocupante dados os baixos níveis de umidade do solo após a seca este ano.

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil caiu 16,2% na segunda metade de setembro versus um ano antes, informou a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica). O número ficou ligeiramente abaixo das previsões do mercado.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou nesta sexta-feira que os EUA terão uma produção recorde de açúcar.
Por sua vez, o contrato do açúcar branco com vencimento em dezembro subiu 0,5%, indo a US$ 569,70 por tonelada.
Maytaal Angel e Marcelo Teixeira