Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram nesta segunda-feira com realizações de lucros, revertendo ganhos iniciais registrados com a eleição de Joe Biden à Presidência dos Estados Unidos e desenvolvimentos promissores na candidata a vacina contra covid-19 da Pfizer.
O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,03 centavo de dólar, a 14,88 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido uma máxima de oito meses (15,23 centavos) na semana passada.
O dólar perdeu força contra uma cesta de moedas, tornando commodities precificadas na moeda norte-americana – como o açúcar – mais baratas para investidores de fora dos EUA.
Operadores disseram que rumores de que os subsídios da Índia às exportações de açúcar nesta temporada seriam menos da metade dos concedidos no ano passado também sustentaram o mercado do adoçante.

Em outros locais, persistem as preocupações de que o mercado do açúcar ficará mais apertado até que o Brasil, maior produtor da commodity, colha sua nova safra no ano que vem.
Especuladores reduziram sua posição comprada líquida em açúcar bruto na ICE em 19.952 contratos na semana até 3 de novembro, passando a deter 191.382 contratos.
O açúcar branco para dezembro, que expira na sexta-feira, avançou 0,1 dólar, para 400,40 dólares a tonelada.
Maytaal Angel