Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE registraram uma baixa nesta segunda-feira, 22.
O açúcar bruto para entrega em julho fechou em queda de 0,24 centavo de dólar, ou 1,8%, indo a 13,35 centavos de dólar por libra-peso, seu nível mais baixo em dois meses.
Os preços mais baixos da energia estão pressionando o açúcar, potencialmente levando as usinas de cana a produzirem menos etanol e mais adoçante. A cana é matéria-prima para ambos os produtos.

No entanto, a queda do preço do açúcar é limitada. Os preços em grande parte abaixo dos custos de produção, a demanda por etanol em alta e o fenômeno climático El Niño provavelmente devem reduzir a produção em 2026.
A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil, maior produtor global, caiu 25,62% na segunda quinzena de maio em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de etanol cresceu 4,6%, segundo os dados.
Espera-se que a Índia, segundo maior produtor de açúcar, tenha pouco excedente para exportação por pelo menos mais três safras, já que o El Niño ameaça a produção de cana e a crescente demanda por etanol reduz a oferta, de acordo com executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores.
Por sua vez, o preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado, em US$ 440,40 a tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira