Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram 2% nesta terça-feira, apoiados pelas altas do petróleo e por diversos outros mercados de commodities, em meio a movimentos cambiais e ao tempo seco no Brasil.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em alta de 0,32 centavo de dólar, ou 2,2%, a 15,16 centavos de dólar por libra-peso, ampliando sua recuperação após ter registrado uma mínima de três meses, de 14,67 centavos, na semana passada.
Operadores disseram que o mercado foi apoiado por rumores de demanda da China pelo adoçante, embora negócios não tenham sido confirmados.
A Marex Spectron afirmou em relatório que não espera novas importações no curto prazo, com a demanda inicial provavelmente sendo atendida por aqueles que possuem estoques dentro da China.
Corretores também mencionaram o tempo excessivamente seco no Brasil, que não contribui para o desenvolvimento da cana em momento em que a colheita está prestes a ganhar tração, podendo levar usinas a adiarem a moagem.

A Archer Consulting reduziu sua estimativa para a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil a 35 milhões de toneladas.
O açúcar branco para maio avançou 4,30 dólares, ou 1,0%, para 427,70 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt