Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram para uma máxima de três anos e meio nesta quarta-feira, 6, impulsionados pelas ofertas limitadas no curto prazo e pela valorização generalizada em mercados de commodities agrícolas.
O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,8%, a 16,25 centavos de dólar por libra-peso, após avançar até uma máxima de 16,32 centavos, mais alto nível desde maio de 2017.
Operadores disseram que as ofertas parecem apertadas, pelo menos até abril, quando a produção brasileira deve começar a ganhar força novamente.
O primeiro contrato, para março, foi negociado 100 pontos acima do segundo vencimento, uma situação de mercado invertido que costuma sinalizar ofertas limitadas no curto prazo.
O avanço dos preços, no entanto, deve desencadear um aumento nas exportações da Índia, onde a produção tem permanecido significativamente acima dos níveis vistos no ano anterior.
Fundos têm demonstrado um forte apetite por commodities agrícolas, com os preços do milho atingindo o maior nível desde 2014. Tanto milho quanto cana-de-açúcar são utilizados como matéria-prima do etanol.

O açúcar branco para março avançou 1,4%, para 443,30 dólares a tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira