Responsáveis por movimentar mais de R$ 43,8 bilhões em 2023, os produtores de cana-de-açúcar estão se sentindo negligenciados pelo poder público. De acordo com a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), a categoria envolve diretamente 70 mil pessoas, porém o número real é muito maior devido aos familiares, colaboradores e empregos indiretos relacionados à cadeia.
Em entrevista exclusiva ao NovaCana, o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira, explica que uma das principais demandas do segmento é a sua inclusão nas políticas públicas que envolvem o setor sucroenergético.
“Alguns benefícios fiscais concedidos, infelizmente, são somente para as usinas e isso não é repassado para o produtor”, relata e exemplifica: “Isso aconteceu com o crédito outorgado de ICMS. Ele não foi captado dentro do modelo Consecana e estamos trabalhando para que isso seja revertido ao produtor”.
A precificação da cana-de-açúcar, aliás, é outro ponto de debate. Em relatório divulgado em outubro do ano passado, a Orplana apontou que o custo de produção superava as receitas em R$ 17,30 por tonelada. O valor da cana é calculado de acordo com o nível de Açúcar Total Recuperável (ATR), seguindo regras do Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana-SP).
Levando em conta esses e outros pleitos, a organização decidiu realizar o evento Cana Summit em Brasília (DF), nos dias 10 e 11 de abril. Segundo a organização, o objetivo é fomentar uma agenda positiva do setor, como o mercado sustentável e as oportunidades de rentabilidade para o produtor.
No texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana), leia a entrevista com Nogueira, que adianta alguns dos pontos que estarão em evidência durante o encontro.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR