Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã da última quinta-feira, 29, mirou um grupo criminoso especializado no furto de equipamentos agrícolas de grande porte.
As investigações, conduzidas pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de São José do Rio Preto, revelaram que uma usina de açúcar e etanol da região sofreu um prejuízo estimado em mais de R$ 2,3 milhões após o desaparecimento de 28 implementos utilizados na colheita de cana-de-açúcar.
O esquema foi descoberto após a empresa notar a falta de um conjunto de equipamentos e iniciar uma apuração interna, que revelou um rombo muito maior do que o esperado.
Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os criminosos utilizavam caminhões para retirar o material diretamente do pátio da usina.
A polícia apurou que o grupo era formado por pessoas que conheciam profundamente a rotina da empresa, incluindo funcionários e prestadores de serviço, o que facilitava o acesso às instalações e o transporte dos itens para locais desconhecidos.
Com base nas provas colhidas, a Justiça autorizou cinco mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nas cidades de São Carlos, Planalto e Nipoã.
Durante a ação, que contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), os policiais prenderam o homem apontado como o líder da organização. Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos que devem ajudar a polícia a rastrear o destino das máquinas e identificar outros possíveis participantes do esquema.
A Polícia Civil, que optou por não divulgar o nome da usina afetada, informou que as investigações continuam em ritmo acelerado. O próximo passo será analisar o material apreendido para tentar recuperar os implementos agrícolas e entender como funcionava a rede de receptação desses equipamentos.