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Poet-DSM anuncia novo sistema de pré-tratamento para etanol celulósico

materia prima e2g poet eua 091117Avanço tecnológico abre caminho para aumento da produção, mas coincide com momento difícil para o biocombustível de segunda geração

NovaCana 5 min de leitura

Os últimos dias não foram fáceis para quem tem a esperança de que o etanol celulósico se torne uma realidade de mercado em breve. A DowDuPont afirmou que pretende colocar à venda sua unidade de E2G em Iowa, nos Estados Unidos. A Beta Renewables desativou sua usina, a primeira a tentar produzir E2G em larga escala e o projeto mais emblemático do mercado. Além disso, no Brasil, a GranBio segue com dificuldades e está utilizando seu estoque de palha de cana-de-açúcar para a geração de energia elétrica, tendo suspendido a produção do biocombustível.

Contudo, um raio de esperança surge com um anúncio da Poet-DSM, que controla a usina Project Liberty, também em Iowa. A companhia divulgou o desenvolvimento de um novo sistema de pré-tratamento, que resolveria o maior gargalo enfrentado pelas plantas atualmente em operação.

“A companhia resolveu o desafio crítico do pré-tratamento, superando o que tem sido o principal obstáculo a comercialização visto por produtores em todo o mundo”, comemora a empresa em comunicado à imprensa. O documento ainda declara: “A Project Liberty está agora operando seu pré-tratamento em 80% de seu tempo de atividade”.

Leia a seguir:

- Licenciamento da nova tecnologia para destravar o pré-tratamento

- Processo judicial contra a Andritz.

- Outras ações realizadas na Project Liberty em 2017

- Posição da Poet-DSM sobre o futuro dos biocombustíveis celulósicos

- Construção de uma fábrica própria de enzimas

Os últimos dias não foram fáceis para quem tem a esperança de que o etanol celulósico se torne uma realidade de mercado em breve. A DowDuPont afirmou que pretende colocar à venda sua unidade de E2G em Iowa, nos Estados Unidos. A Beta Renewables desativou sua usina, a primeira a tentar produzir E2G em larga escala e o projeto mais emblemático do mercado. Além disso, no Brasil, a GranBio segue com dificuldades e está utilizando seu estoque de palha de cana-de-açúcar para a geração de energia elétrica, tendo suspendido a produção do biocombustível.

Contudo, um raio de esperança surge com um anúncio da Poet-DSM, que controla a usina Project Liberty, também em Iowa. A companhia divulgou o desenvolvimento de um novo sistema de pré-tratamento, que resolveria o maior gargalo enfrentado pelas plantas atualmente em operação.

“A companhia resolveu o desafio crítico do pré-tratamento, superando o que tem sido o principal obstáculo a comercialização visto por produtores em todo o mundo”, comemora a empresa em comunicado à imprensa. O documento ainda declara: “A Project Liberty está agora operando seu pré-tratamento em 80% de seu tempo de atividade”.

Caminho tortuoso

Antes disso, no entanto, a Poet Design & Construction, uma das companhias do grupo, havia processado a empresa de engenharia e automação Andritz Inc. justamente por causa de um sistema de pré-tratamento para etanol celulósico que teve um desempenho considerado insuficiente. De acordo com uma reportagem da Biofuels Digest, a Poet deu entrada no processo em maio deste ano, alegando quebra de contrato e negligência profissional após um investimento de US$ 25 milhões e um ano e meio de reajustes que causaram fechamento na usina em diversas ocasiões.

O pré-tratamento é o primeiro estágio na produção de biocombustíveis celulósicos. Nele, a matéria-prima é processada para que as enzimas e leveduras possam acessar os açúcares celulósicos e fermentá-los, produzindo o biocombustível.

Para resolver o problema encontrado nessa etapa inicial do processo, então, a Poet-DSM acabou optando por instalar um sistema de pré-tratamento novo, desenvolvido por seus próprios engenheiros. Dessa forma, a companhia acredita que está pronta para direcionar sua atenção para refinar as etapas seguintes do processo produtivo.

Próximos passos

Além disso, a empresa também pretende realizar esforços de licenciamento “que irão espalhar essa tecnologia em todo o mundo”. Segundo o presidente da Poet, Jeff Lautt, o sistema representa um enorme passo para um biocombustível limpo feito nos Estados Unidos.

“A comercialização de uma nova tecnologia sempre é uma tarefa desafiadora, mas eu estou orgulhoso do compromisso do nosso time em ultrapassar esse grande desafio e desenvolver um caminho para replicar a tecnologia em plantas pelos Estados Unidos e pelo mundo”, afirma.

Ainda de acordo com o comunicado à imprensa, em 2017, a Project Liberty não apenas solucionou o problema do pré-tratamento, mas também anunciou a construção de uma fábrica local de enzimas, criando um processo integrado de enzimas e leveduras na própria usina. Além disso, também foram ampliadas as compras de matérias-primas em antecipação ao nível de produção projetado para 2018.

A companhia, no entanto, reforça a necessidade de uma política pública consistente para que novas plantas possam adotar a tecnologia. Nos Estados Unidos do presidente Donald Trump, o setor petrolífero tem feito grande pressão para a diminuição das metas de utilização de biocombustíveis e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) acabou recuando de uma série de mudanças polêmicas que foram propostas para o programa de biocombustíveis do país depois da reação de legisladores de Estados produtores de milho.

Ainda assim, a Poet-DSM está confiante em um aumento mundial na demanda por combustíveis mais limpos e produzidos localmente. “A produção de biocombustíveis celulósicos é uma oportunidade animadora e com um futuro brilhante e a Poet-DSM quer liderar esse caminho”, garante o presidente de bio-produtos da DSM, Atul Thakrar.

Renata Bossle – NovaCana

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