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Pioneira mundial do etanol celulósico anuncia nova usina na China

mossighisolfi 201113Para o novo projeto, o grupo que controla a Beta Renewables fará um investimento de meio bilhão de dólares e deve iniciar operação em 2015, produzindo etanol e bioquímicos
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Pouco depois de inaugurar a primeira usina de etanol celulósico em larga escala no mundo, o Grupo Mossi & Ghisolfi anuncia o seu segundo projeto do gênero.

Pouco depois de inaugurar a primeira usina de etanol celulósico em larga escala no mundo, o Grupo Mossi & Ghisolfi anuncia o seu segundo projeto do gênero. A companhia informou na segunda-feira (18) que irá construir uma biorrefinaria na região de Fuyang, província de Anhui, na China. O projeto terá uma capacidade de processamento de biomassa quatro vezes maior do que o primeiro empreendimento, a usina da Beta Renewables em Crescentino, na Itália.

A usina asiática fará a conversão de um milhão de tonelada de resíduos agrícolas – palha de trigo e palha de milho – em etanol e glicóis. A unidade será a primeira do mundo, especializada na produção de mono-etileno glicol (MEG). O MEG é utilizado para a produção de fibras sintéticas de poliéster e, como um dos componentes principais na produção de tereftalato de polietileno (PET), usado para embalagens de plástico.

"Este é o primeiro ato de uma revolução verde que a M & G Chemicals está trazendo para a cadeia de poliéster para proporcionar sustentabilidade ambiental tanto para embalagens de bebidas PET e tecido de poliéster", disse Marco Ghisolfi, CEO da M & G Chemicals, a divisão do grupo italiano que é especializada em poliésteres e será sócia do projeto.

A expectativa é de que o empreendimento seja realizado através de uma joint-venture com a companhia chinesa Guozhen, que será responsável pelo fornecimento da biomassa e também a controladora na produção de energia elétrica. A unidade irá processar palha e utilizar a lignina, subproduto do processo industrial, para alimentar a cogeração com potência de 45 MW. A M & G Chemicals, será sócia majoritária da biorrefinaria e sócia minoritária na cogeração de energia.

O CEO da companhia ressaltou que a nova unidade asiática será ainda mais importante ao se considerar o recente anúncio feito pela gigante Coca-Cola. A companhia de refrigerantes anunciou planos de até 2020 usar apenas garrafas PET feitas, parcialmente, da biomassa de plantas.

A usina chinesa vai exigir investimentos de cerca de meio bilhão de dólares e deverá entrar em operação em meados de 2015. As enzimas necessárias serão fornecidas pela Novozymes, que já atua como sócia da Beta Renewables.

A futura unidade irá empregar a tecnologia Proesa, que é licenciada pela Beta Renewables e também será adotada pela primeira usina de GranBio, em fase de construção em Alagoas.

Amanda SchArr – NovaCana
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