Com a moagem das primeiras 80 toneladas de cana, a usina Pindorama iniciou a safra 2025/26 e deve transformar 1 milhão de toneladas da planta em 55 mil toneladas de açúcar e 30 milhões de litros de etanol.
Segundo o gerente agrícola, Danilo Wanderley, essa estimativa é semelhante à da safra anterior e considera a escassez hídrica, que causou uma redução de mais de 20% na produção de cana-de-açúcar em Alagoas na safra 2024/25.
“Estimamos que devemos repetir a quantidade da safra passada, entre 800 mil e 1 milhão de toneladas, devido ao último verão severo na questão hídrica. A gente depende 100% da natureza”, explicou o gestor agrícola.
Ele observa que, com área de 80% sequeiro, a produção na Pindorama dependes de uma boa distribuição hídrica, principalmente após a colheita, que vai nortear o manejo para um desenvolvimento maior da cultura.
O período de moagem da cana-de-açúcar é o mais esperado do ciclo produtivo anual do litoral sul de Alagoas, onde está a Pindorama. A empresa, que tem 1,1 mil cooperados e emprega 1,5 mil colaboradores atualmente.
Durante a safra, esse número dobra, com a contratação temporária de cerca de mais 1,5 mil trabalhadores, isso sem contar com os empregos indiretos que surgem no entorno da indústria.
O presidente da cooperativa, Klécio Santos, destacou o período. “É um novo momento para a economia local, porque gera mais empregos, gera mais negócio, aquece todo o comércio”, observou.
A safra 2025/26 da usina Pindorama tem previsão de seguir até meados de fevereiro de 2026. Caso as expectativas se concretizem, a estimativa é de produção de cerca de 55 mil toneladas de açúcar e 30 milhões de litros de etanol.