Às 9h GMT (6h de Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em outubro, avançava 2,55%, a US$ 89,96
Os preços do petróleo estavam em alta nesta terça-feira, 11, impulsionados por um novo clima de inquietação no mercado, que contempla uma prolongação do bloqueio do Estreito de Ormuz diante de exigências irreconciliáveis entre Irã e Estados Unidos.
Às 9h GMT (6h de Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em outubro, avançava 2,55%, a US$ 89,96, após superar a barreira dos US$ 90. Já seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em setembro, ganhava 2,91%, a US$ 84,52.
O petróleo iniciou a semana com uma forte alta na segunda-feira, impulsionado pelas condições impostas por Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio de hidrocarbonetos, que parecem dificilmente aceitáveis para os Estados Unidos.
“O Irã está pedindo uma compensação pelos danos que lhe foram causados durante o conflito militar dos últimos cinco meses”, escreveu Donald Trump, que seguiu: “Mas isso nunca foi mencionado em nenhuma de nossas negociações ou reuniões”.
“Eu também exijo uma compensação do Irã por todas as pessoas que eles mataram e feriram” ao longo do tempo, acrescentou o mandatário americano, em uma referência particular ao atentado contra o navio de guerra USS Cole, no Iêmen, em 2000.
Ele também citou as famílias dos “milhares de manifestantes inocentes mortos nos últimos 50 anos, além dos 52 mil dos últimos cinco meses”.
“Esta mensagem reforça a ideia, no mercado, de que há poucas possibilidades de uma reabertura iminente do Estreito de Ormuz”, disse o analista-chefe da Global Risk Management, Arne Lohmann Rasmussen.
Isto se traduz em preços de petróleo mais elevados, considerando que “esta mudança acontece enquanto os houthis tentam bloquear o tráfego marítimo no Mar Vermelho e as reservas mundiais de petróleo continuam diminuindo”, ressalta o analista.
“O padrão se repete sem cessar: um entusiasmo inicial quando as negociações parecem promissoras e, depois, o otimismo se evapora com a mesma rapidez quando não se constata nenhum progresso”, afirmam os analistas do ING.
“Se os investidores reagem tanto às declarações políticas, isto acontece porque esperam um salto na oferta de petróleo bruto caso o Estreito de Ormuz seja reaberto”, o que poderia provocar uma queda expressiva dos preços, explica o analista John Evans, da PVM.