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Petróleo fecha em alta firme com guerra e queda na produção dos EUA

Barris saltam acima de 5% com escalada de conflito no Estreito de Ormuz e interrupção de produção nos EUA por furacão

CNN Brasil 2 min de leitura

Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, 8, à medida que novos ataques a navios no Estreito de Ormuz intensificam os temores sobre a oferta da commodity no Oriente Médio.

Além da continuidade da guerra, que pode interromper exportações do combustível fóssil, a alta também ocorre enquanto os Estados Unidos reduzem a produção devido à aproximação de um furacão que ameaça as operações offshore.

Nesse contexto, os barris do Brent fecharam em uma cotação de US$ 104,28, alta de 4,07%; já o West Texas Intermediate (WTI) era vendido por US$ 91,49 o barril, avanço de 3,64% sobre o fechamento.

Enquanto as tensões em Ormuz escalam, a Síria também avalia fornecer assistência militar à sua importante aliada Arábia Saudita em meio à escalada do conflito do país com os houthis, grupo apoiado pelo Irã, no Iêmen.

Um funcionário dos EUA e um militar sírio informados sobre o assunto disseram que estão sendo consideradas opções que incluem ajuda defensiva ou o envio de tropas para atuar em operações ofensivas ao lado das forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.

Na véspera, os contratos futuros do petróleo fecharam em queda de 0,3% para Brent e 1,3% para WTI, em dia de sessão volátil e de ajustes.

O petróleo perdeu força no começo da tarde, após o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) ter informado que os estoques de petróleo no país tiveram queda de 3,186 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de alta de 1,7 milhão de barris dos analistas.

Por outro lado, os estoques de gasolina subiram 382 mil barris, a 204,74 milhões de barris, enquanto a projeção era de queda de 1,1 milhão de barris, neutralizando uma eventual pressão sobre a commodity.

Em paralelo, as tensões no Oriente Médio continuam presentes e sem sinal de trégua entre Washington e Teerã.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que está preparado para alcançar um acordo “equilibrado e justo” com os EUA, mas acusou Washington de adotar uma “postura maximalista nas negociações”.

Já o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que as “reivindicações legítimas” persas sejam atendidas.

Manuela Miniguini
Com informações da Reuters

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