Etanol: Mercado: Gasolina

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Petróleo dispara após fechamento com EUA revogando licença do Irã para vendas


Reuters - Publicado: 08 Jul 2026 - 08:08

Os preços do petróleo fecharam com alta de 3% nesta terça-feira, 7, e, em seguida, ampliaram os ganhos após o fechamento, depois que os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano.

Notícias de ataques a navios nas proximidades do Estreito de Ormuz também reacenderam os temores de interrupções no transporte marítimo por petroleiros.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$ 2,17, ou ⁠3,01%, a US$ 74,16 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu ⁠US$ 1,89, ou 2,76%, para US$ 70,44 o barril.

Nas negociações pós-fechamento, a referência global subiu US$ 0,96, para US$ 75,12, e o WTI saltou US$ 1,05, para US$ 71,49. ‌Ambas as referências registraram alta de mais de 4% em relação aos preços de fechamento do dia anterior.

Os EUA alertaram que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram “totalmente inaceitáveis” e ‌teriam consequências após os ataques a petroleiros naquela via navegável estratégica, afirmou uma autoridade norte-americana nesta terça-feira.

A medida dos EUA ocorreu depois que três petroleiros foram atingidos no Estreito de Ormuz, incluindo um navio-tanque de gás natural liquefeito do Catar que, segundo o país, foi atingido por um drone iraniano.

Um petroleiro de bandeira saudita, que se acredita ser o superpetroleiro Wedyan, também foi danificado na costa de Omã. A causa não ficou clara imediatamente.

“Isso mostra o ‌quão frágil o cessar-fogo realmente é. Novos ataques podem ocorrer esporadicamente nos próximos meses, o que aumentará ainda mais a volatilidade”, disse o diretor de energia e refino da Icis, Ajay Parmar.

Ele completa: “Basta uma mensagem desagradável de um dos lados para provocar a ira do outro, e lembre-se de que, ‌se o Irã simplesmente ameaçar fechar o Estreito de Ormuz novamente, os preços subirão consideravelmente. Assim, acreditamos firmemente que a volatilidade veio para ficar”.

“As tensões renovadas no Oriente ‌Médio e as preocupações com os ‌ataques a navios podem reduzir ainda mais as exportações de petróleo da região”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

As ⁠negociações para chegar a um acordo definitivo entre Teerã e Washington não ocorrerão se as ameaças dos EUA continuarem, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã nesta terça-feira, após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de “concluir o trabalho” caso não haja um acordo.

Os investidores estão acompanhando as negociações entre os EUA e o Irã e suas implicações para o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que, antes do início da guerra com o Irã, transportava um quinto do abastecimento diário mundial de petróleo e GNL.

Também nesta terça-feira, as forças armadas de Kiev informaram que drones ucranianos atacaram oito navios-tanque da “frota-sombra” russa – composta por embarcações antigas usadas para contornar sanções – que estavam transportando combustível para a Crimeia durante a madrugada.

Nicole Jao, Anushree Mukherjee, Pranav Mathur e Emily Chow
Com reportagem adicional de Ahmad Ghaddar