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Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita

Os futuros ‌do Brent fecharam em queda de 1,88%, a US$ 89,03 por barril, e os futuros do WTI fecharam com queda de 1,03%, a US$ 83,59 por barril

Reuters 3 min de leitura

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 30, após um pregão volátil, à medida que os operadores avaliavam as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho.

A Arábia Saudita busca liderar uma coalizão para fortalecer a cooperação em ⁠defesa no Estreito de Bab El-Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo ⁠de Áden. O Ministério da Defesa saudita informou que 14 países, incluindo Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram uma declaração conjunta em apoio à proposta de ‌coalizão multinacional de defesa marítima.

Os futuros ‌do Brent fecharam em queda de US$ 1,71, ou 1,88%, a US$ 89,03 por barril. As negociações foram instáveis e o Brent atingiu uma máxima de US$ 93,31 durante o ‌pregão, depois que Washington e Teerã trocaram novos ataques contra alvos militares um do outro.

Já os futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam com queda de US$ 0,87, ou 1,03%, a US$ 83,59 por barril, após atingirem uma máxima de US$ 85,94.

Militantes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, declararam na semana passada um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ameaçando a rota do ‌Mar Vermelho para suas exportações de petróleo – uma alternativa ao Estreito de Ormuz, que está amplamente bloqueado.

“Há essa sensação de que há uma grande oferta esperando para chegar ao mercado assim que tudo isso for resolvido, e isso é ‌um fator que pesa contra qualquer tipo de alta drástica nos preços”, disse o sócio da Again Capital, John Kilduff.

Irã e Omã continuaram as ‌negociações sobre a gestão do ‌Estreito de Ormuz, de acordo com a Agência Iraniana de Notícias do Trabalho. Na quarta-feira, uma ⁠alta autoridade iraniana afirmou que o Irã havia descartado a proposta de Omã para uma gestão conjunta regional da via navegável.

“O fato de Omã estar em negociações com o Irã pode sugerir que há avanços na reabertura do Estreito de Ormuz”, disse o economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics, Hamad Hussain.

O estreito, que normalmente movimenta cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito, continua sendo um ponto central para os mercados de petróleo desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Georgina McCartney
Com reportagem de Anushree Mukherjee, Enes Tunagur, Mohi Narayan e Colleen Howe

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