Os preços do petróleo caíram mais de US$ 1 por barril nesta segunda-feira, 5, atingindo mínimas de vários anos, depois que uma decisão da Opep+ de acelerar aumentos de produção alimentou temores sobre o aumento da oferta global em um momento em que as perspectivas de demanda são incertas.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 60,23 por barril, uma queda de US$ 1 ,06, ou 1,7%. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) fechou a US$ 57,13 por barril, com queda de US$ 1,16, ou 2%. Ambos os contratos de referência atingiram o valor mais baixo desde fevereiro de 2021.
Na semana passada, o Brent caiu 8,3% e o WTI perdeu 7,5% depois que a Arábia Saudita sinalizou que poderia lidar com um ambiente prolongado de preços mais baixos. Isso compensou um otimismo do lado da demanda, em meio a perspectivas de avanços em negociações de tarifas entre os EUA e a China, disse o analista do Saxo Bank, Ole Hansen.
No sábado, a Opep+ concordou em acelerar ainda mais os aumentos na produção de petróleo pelo segundo mês consecutivo, aumentando a produção em junho em 411 mil barris por dia (bpd).
O aumento de junho por oito participantes do grupo Opep+, que inclui aliados como a Rússia, elevará o total combinado de aumentos em abril, maio e junho para 960 mil bpd. Isso representa uma reversão de 44% dos 2,2 milhões de bpd de vários cortes acordados desde 2022, de acordo com cálculos da Reuters.
Laila Kearney e Robert Harvey
Com reportagem de Florence Tan