Com dois leilões já concluídos, empresa tem intenção de zerar seu estoque até o fim do ano
A Petrobras, uma das maiores petrolíferas do mundo, além de atuar com a produção e venda de combustíveis, também oferece serviços para transportá-los, por meio da Transpetro. Devido à forma que o transporte é feito, a empresa acabou acumulando um estoque de etanol e recebeu uma autorização excepcional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comercializá-lo.
No total, são 80,09 milhões de litros de etanol estocados no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais. Destes, mais da metade – 53,25 milhões de litros – está alocada no estado paulista.

O acúmulo de etanol “oriundo da degradação da interface de movimentação entre gasolina e etanol de terceiros nos polidutos operados pela Petrobras Transporte”, de acordo com a nota técnica da ANP, está atrapalhando o sistema logístico da companhia.
Para resolver a questão, a empresa já lançou quatro editais de leilão com o objetivo de vender os milhões de litros acumulados em seus estoques. Os dois primeiros tiveram suas disputas em agosto, nos dias 15 e 19, e, de acordo com o gerente de comercialização de gasolina da Petrobras, Bernardo Noronha Lemos, “foram realizados e o processo está correndo bem”.
Porém, a Petrobras não divulgou informações sobre quais foram os vencedores e os preços finais de venda.
Os editais para os dois próximos leilões foram lançados e eles estão marcados para ocorrer em 9 e 24 de setembro. Quando somados aos dois primeiros, o volume de etanol comercializado corresponde a mais de 48 milhões de litros.
Mesmo sem dar mais informações, o gerente garante que a perspectiva é que a Petrobras realize todos os leilões necessários para zerar o estoque até o fim do ano.
Confira, na versão completa, mais informações sobre os próximos leilões de etanol da Petrobras, como lotes, preços mínimos e localização dos estoques.
A Petrobras, uma das maiores petrolíferas do mundo, além de atuar com a produção e venda de combustíveis, também oferece serviços para transportá-los, por meio da Transpetro. Devido à forma que o transporte é feito, a empresa acabou acumulando um estoque de etanol e recebeu uma autorização excepcional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comercializá-lo.
No total, são 80,09 milhões de litros de etanol estocados no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais. Destes, mais da metade – 53,25 milhões de litros – está alocada no estado paulista.

O acúmulo de etanol “oriundo da degradação da interface de movimentação entre gasolina e etanol de terceiros nos polidutos operados pela Petrobras Transporte”, de acordo com a nota técnica da ANP, está atrapalhando o sistema logístico da companhia.
Para resolver a questão, a empresa já lançou quatro editais de leilão com o objetivo de vender os milhões de litros acumulados em seus estoques. Os dois primeiros tiveram suas disputas em agosto, nos dias 15 e 19, e, de acordo com o gerente de comercialização de gasolina da Petrobras, Bernardo Noronha Lemos, “foram realizados e o processo está correndo bem”.
Porém, a Petrobras não divulgou informações sobre quais foram os vencedores e os preços finais de venda.
Os editais para os dois próximos leilões foram lançados e eles estão marcados para ocorrer em 9 e 24 de setembro. Quando somados aos dois primeiros, o volume de etanol comercializado corresponde a mais de 48 milhões de litros.
Mesmo sem dar mais informações, o gerente garante que a perspectiva é que a Petrobras realize todos os leilões necessários para zerar o estoque até o fim do ano.
Quantidades e preços
As peculiaridades de cada leilão variam de acordo com o local aonde o etanol está estocado. Além disso, dentre as imposições da ANP para a comercialização, está a regra de que Petrobras não poderá fazer a venda do volume integral de anidro em uma única vez para Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
Nestes estados, o volume deve ser dividido em, pelo menos, três meses. Além disso, cada parcela pode ter, no máximo, 35% do valor autorizado para cada estado.
O primeiro leilão, de 15 de agosto, era referente a dez lotes de 530 mil litros e um lote de 561 mil litros, totalizando 5,86 milhões de litros de etanol hidratado. O montante estava armazenado no Terminal Transpetro, em Guarulhos (SP).
Neste caso, o preço mínimo era composto pelo indicador semanal do hidratado, acompanhado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, mais o prêmio mínimo de R$ 94/m³.
A partir do segundo leilão, as diferentes localizações da quantia de etanol a ser vendida fez com que o prêmio mínimo e as condições fossem mais distintas entre si, conforme demonstrado na tabela. O preço segue sendo o indicador semanal do hidratado somado ao prêmio mínimo, que varia de acordo com o biocombustível.
De acordo com os editais publicados até o momento, o valor sempre será formado por esses dois elementos, com o indicador semanal sendo sempre o último publicado no momento da emissão da nota fiscal de venda.

Regras do leilão
Mesmo com diferenças entre quantidades, lotes e prêmios mínimos, a programática do leilão tem sido a mesma em todos os editais. Os interessados precisam se registrar no portal Petronect e comprovar que atende ao Código de Ética, ao Guia de Conduta e à Política de Responsabilidade Social da Petrobras, além de declarar que não têm relação familiar ou de impedimentos constantes.
Ao comprador cabe o cuidado com os procedimentos, custos e as responsabilidades pela guarda do produto armazenado no tanque da base a partir da transferência de propriedade. Também é preciso comprovar a regularização junto à ANP, que – assim como os outros documentos – será analisada pela Petrobras a fim de verificar o atendimento a todas as exigências do leilão.
Em relação ao pagamento e à retirada dos produtos, o vencedor deve receber as informações por e-mail. O pagamento correspondente ao preço do combustível e quaisquer tributos extras será feito por meio de boleto.
Após a emissão da nota fiscal e a entrega do certificado de qualidade do produto vendido, a empresa vencedora deverá combinar a retirada do produto com a Transpetro, ciente de que, para isso, deverá utilizar de meios próprios. Todos os custos, despesas e procedimentos deste processo são de responsabilidade da empresa vencedora.
Autorização excepcional
Os atuais leilões estão sendo possíveis porque a Petrobras recebeu uma autorização excepcional da ANP para comercializar o etanol estocado.
Questionado em relação a um possível novo acúmulo, após os estoques serem zerados, Bernardo Noronha Lemos declara que não poderia comentar o tema. “Isso não é da área de comercial, que faço parte, mas está sendo discutido entre a Petrobras, os carregadores e os transportadores a fim de evitar que aconteça um novo acúmulo de etanol”, explica.
Ele ainda completa: “Como não tem uma área de etanol na Petrobras, nós [da gerência de comercialização de gasolina] ficamos responsáveis por essa venda. Como é algo excepcional, um volume limitado, não compensava abrir toda uma nova área para cuidar disso”.
O processo de autorização da venda de etanol pela Petrobras iniciou com um pedido da empresa e culminou em uma autorização publicada no Diário Oficial da União em 5 de novembro de 2018.
O texto determinou que a venda poderá ser feita apenas para distribuidor de combustíveis líquidos, produtor de etanol ou empresa comercializadora de etanol autorizados pela ANP, dentre outras regras. Segundo Lemos, uma delas envolve a divulgação dos leilões por meio do DOU e da página da Petrobras na internet. “[O objetivo é] atingir o maior número de empresas possível, pois a ANP solicitou que as vendas tivessem abrangência de mercado”, conclui.
Rafaella Coury – NovaCana