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Petrobras revela mais um trimestre no vermelho com etanol e biodiesel

petrobras biocombustívelNos três primeiros meses de 2015 o segmento teve uma perda de R$ 49 milhões

NovaCana 5 min de leitura

O segmento responsável pelas usinas de etanol e de biodiesel da Petrobras opera numa nota só. Poderia até se falar em previsibilidade, no entanto o termo daria um tom benevolente ao que se trata de uma afronta à lógica de qualquer negócio: após seis anos de prejuízo constante – sem sequer um trimestre no azul – a companhia continua tocando na mesma tecla. Nos três primeiros meses de 2015 teve uma perda de R$ 49 milhões.

No relatório, a Petrobras se limita a comentar laconicamente que “a redução do prejuízo decorreu das menores perdas com participação em investimento no setor de biodiesel, assim como da melhora nas margens das operações de biodiesel”.

Já o balanço de 2014, divulgado há menos de um mês, mostrou que apenas uma das seis empresas investidas no segmento de biocombustíveis registrou lucro. A dissonância parece ser creditada à São Martinho, umas empresas mais rentáveis do setor, que junto com a Petrobras Biocombustível compõe a joint-venture Nova Fronteira.

Veja a seguir os detalhes dos resultados e as expectativas de importação de etanol e diesel.

O segmento responsável pelas usinas de etanol e de biodiesel da Petrobras opera numa nota só. Poderia até se falar em previsibilidade, no entanto o termo daria um tom benevolente ao que se trata de uma afronta à lógica de qualquer negócio: após seis anos de prejuízo constante – sem sequer um trimestre no azul – a companhia continua tocando na mesma tecla. Nos três primeiros meses de 2015 teve uma perda de R$ 49 milhões.

Em relação ao mesmo período de 2014, quando o prejuízo líquido foi de R$ 75 milhões, o resultado representa uma melhora de 35%. Em comparação com o trimestre precedente, encerrado em dezembro, quando o prejuízo foi de R$ 67 milhões, a variação é positiva em 27%. Mas, não chega a haver motivo para comemoração neste desce e sobe de operações no vermelho.

No relatório, a Petrobras se limita a comentar laconicamente que “a redução do prejuízo decorreu das menores perdas com participação em investimento no setor de biodiesel, assim como da melhora nas margens das operações de biodiesel”.

Divulgado há menos de um mês, o balanço de 2014 indica que apenas uma das seis empresas investidas no segmento de biocombustíveis registrou lucro. A dissonância parece ser creditada à São Martinho, umas empresas mais rentáveis do setor, que junto com a Petrobras Biocombustível compõe a joint-venture Nova Fronteira.

Por meio de sociedades com as sucroenergéticas Bambuí, Guarani e Nova Fronteira, a Petrobras tem participação em nove usinas brasileiras, distribuídas por São Paulo (7), Minas Gerais (1) e Goiás (1), além de uma unidade em Moçambique, no sudeste da África. Na área de biodiesel, a estatal detém três usinas próprias e participação acionária em duas unidades da BSbios.

Com um descompasso entre o custo de produção e o valor recebido pela venda de etanol e de biodiesel, a estatal parte do vermelho desde o resultado bruto. No primeiro trimestre pagou R$ 8 milhões para operar com biocombustíveis, 61,9% “menos pior” do que no mesmo período ano passado, quando o prejuízo bruto foi de R$ 21 milhões. A receita no segmento, de R$ 156 milhões, apresentou crescimento de 35,6% na comparação em base anual, enquanto o custo totalizou R$ 164 milhões, alta de 20,5%.

O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, considerada a variação do valor justo dos ativos biológicos) foi negativo em R$ 38 milhões. Um ano antes o Ebitda ajustado estava negativo em R$ 63 milhões.

Foram investidos somente R$ 5 milhões no segmento durante o primeiro trimestre, ante um valor ainda menor, de módicos R$ 2 milhões, no mesmo período de 2014.

Em 31 de março, a divisão de biocombustíveis da Petrobras possuía R$ 579 milhões em biocombustíveis estocados, valor 45,4% acima dos R$ 398 milhões em renováveis armazenados um ano antes.

Segundo trimestre

No segundo trimestre de 2015, atualmente em curso, a Petrobras está reduzindo a importação de derivados do petróleo, graças ao aumento do uso de biocombustíveis decorrente do aumento da competitividade do etanol hidratado.

Durante o primeiro trimestre a compra de diesel e gasolina no exterior já mostrou um recuo de 19%, passando a uma média de 345 mil barris ao dia de derivados de petróleo importados. A queda foi suportada pelo aumento do consumo de etanol e pela desaceleração da atividade econômica.

Durante a chamada para apresentação de resultados, o diretor de abastecimento da estatal, Jorge Celestino Ramos disse esperar para o segundo trimestre a aquisição no exterior de cerca de 150 mil barris ao dia de gasolina e 50 mil barris ao dia de diesel.

"A tendência para importações de gasolina deverá continuar a cair por causa do aumento consumo de etanol, mas também vai depender do apetite dos consumidores para a compra de etanol ", disse Ramos.

O novo percentual de biodiesel está reduzindo a necessidade de importação de diesel, disse o executivo. A mistura de etanol anidro na gasolina foi ampliada de 25% para 27%, e de biodiesel no diesel comercial, elevado de 5% para 6% e depois 7%.

Amanda SchArr - NovaCana

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