O segmento responsável pelas usinas de etanol e de biodiesel da Petrobras opera numa nota só. Poderia até se falar em previsibilidade, no entanto o termo daria um tom benevolente ao que se trata de uma afronta à lógica de qualquer negócio: após seis anos de prejuízo constante – sem sequer um trimestre no azul – a companhia continua tocando na mesma tecla. Nos três primeiros meses de 2015 teve uma perda de R$ 49 milhões.
No relatório, a Petrobras se limita a comentar laconicamente que “a redução do prejuízo decorreu das menores perdas com participação em investimento no setor de biodiesel, assim como da melhora nas margens das operações de biodiesel”.
Já o balanço de 2014, divulgado há menos de um mês, mostrou que apenas uma das seis empresas investidas no segmento de biocombustíveis registrou lucro. A dissonância parece ser creditada à São Martinho, umas empresas mais rentáveis do setor, que junto com a Petrobras Biocombustível compõe a joint-venture Nova Fronteira.
Veja a seguir os detalhes dos resultados e as expectativas de importação de etanol e diesel.
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