A Petrobras divulgou que vai aumentar em 1,4% o preço da gasolina e em 13,03% o do diesel a partir de hoje (31). Além disso, amanhã (1º), a gasolina ainda terá um segundo aumento, de 1,54%.

O preço do diesel estava congelado desde 1º junho. O reajuste é uma resposta da estatal aos novos preços de referência para comercialização do diesel divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com alta de até 14,4% dependendo da região do país.
Dessa forma, os valores médios do litro dos combustíveis nas refinarias passarão a ser de R$ 2,1704 para a gasolina – renovando o patamar máximo da era de reajustes diários – e de R$ 2,2964 para o diesel. Apesar do aumento, o preço praticado para o diesel nas refinarias ainda abaixo dos valores praticados ao final de maio deste ano, que serviram de estopim para a greve dos caminhoneiros que motivou o congelamento.
Até agora, 16 alterações no valor da gasolina já foram anunciadas para agosto. Ao longo de mês, 12 elevações e quatro reduções entraram em vigor. O aumento de amanhã, inclusive, é o oitavo consecutivo.
Na comparação com a posição ao final de julho, o preço da gasolina nas refinarias subiu R$ 0,2022 (+10,27%). No acumulado de 2018, o combustível subiu R$ 0,4787 (+28,30%). O aumento acumulado do diesel, por sua vez, é de R$ 0,3899 (+28,30).

Os reajustes praticamente diários fazem parte da nova política de preços da companhia, anunciada pela estatal em 30 de junho de 2017. Conforme a Petrobras, os valores divulgados se referem ao preço médio nas refinarias, sem tributos.
O objetivo da Petrobras é acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores, tentando evitar uma possível perda de participação. Assim, elementos como o câmbio e as cotações internacionais também fazem parte dos cálculos.
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