A Petrobras informou que sua produção de óleo alcançou 2,4 milhões de barris de óleo por dia (bpd) em 2025
A Petrobras bateu seu recorde de produção de petróleo em 2025, com um aumento de 11% em relação ao ano anterior, informou a empresa nesta sexta-feira, 16.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende que o mundo planeje uma saída dos combustíveis fósseis, mas é alvo de críticas de ambientalistas por impulsionar a exploração de hidrocarbonetos no Brasil, um dos maiores produtores do mundo.
A Petrobras produziu 2,4 milhões de barris por dia (bpd) em 2025, melhorando suas próprias metas e superando “recordes anuais históricos registrados ao longo de uma trajetória de mais de 70 anos”, segundo comunicado da empresa.
De acordo com a empresa, o resultado ultrapassou em 0,5 ponto percentual o limite superior da meta (+4%) estabelecida em seu plano de negócios 2025-2029 e representa um crescimento de 11% em relação à produção de 2024.
A produção total de óleo e gás natural superou em 2,8 ponto percentual o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), aumento de 11% em relação à produção de 2024, disse a companhia.
A petroleira mantém há décadas uma tendência crescente em seus volumes de produção.
A produção total de petróleo e gás natural cresceu 11% em relação a 2024, alcançando 2,99 milhões de barris de petróleo equivalente por dia, uma medida que inclui os dois combustíveis.
Segundo a Petrobras, 82% da produção da provêm hoje da exploração do pré-sal, que extrai hidrocarbonetos entre grossas camadas de sal no fundo do mar.
A empresa planeja expandir suas “fronteiras de exploração” com um polêmico megaprojeto na Margem Equatorial, uma área marítima próxima da costa da Amazônia.
Após anos de discussões, a Petrobras recebeu, em outubro passado, licença do Ibama para iniciar perfurações exploratórias no local, em meio a críticas de ambientalistas.
Lula tem impulsionado o projeto sob o argumento de que precisa do dinheiro do petróleo para financiar a transição energética.
Ao mesmo tempo, o presidente defendeu, em novembro, durante a COP30, a conferência climática da ONU em Belém do Pará, que o mundo desenhe um “mapa do caminho” para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.
Com informações adicionais Reuters