Em meio à avalanche de resultados ruins, os biocombustíveis fizeram também seu estrago no balanço
Depois de meses de adiamento por conta das turbulências geradas pela Operação Lava Jato, na noite desta quarta-feira (22) o mercado pôde conhecer os resultados da Petrobras para o ano de 2014.
Em meio à avalanche de resultados ruins — R$ 21,6 bilhões de prejuízo dos quais R$ 6,2 bilhões devido a corrupção —, os biocombustíveis fizeram também seu estrago no balanço.
A escalada de perdas com os negócios de biocombustíveis da maior empresa do país continuou e 2014 foi o pior ano de sua história: prejuízo de R$ 298 milhões.
Somente no quarto trimestre de 2014, último dado divulgado pela empresa, as perdas chegaram a R$ 67 milhões, quase o dobro do resultado do mesmo período do ano anterior. Esse foi o pior 4º trimestre do negócio de biocombustíveis da companhia.
Desde 2009 o prejuízo acumulado da companhia já alcançou R$ 1,1 bilhão.
Veja a seguir:
- Gráficos com as perdas trimestrais e anuais
- A queda no faturamento
- Indicadores financeiros
- A movimentação da empresa para tentar reverter o quadro crítico
Depois de meses de adiamento por conta das turbulências geradas pela Operação Lava Jato, na noite desta quarta-feira (22) o mercado pôde conhecer os resultados da Petrobras para o ano de 2014.
Em meio à avalanche de resultados ruins — R$ 21,6 bilhões de prejuízo dos quais R$ 6,2 bilhões devido a corrupção —, os biocombustíveis fizeram também seu estrago no balanço.
A escalada de perdas com os negócios de biocombustíveis da maior empresa do país continuou e 2014 foi o pior ano de sua história: prejuízo de R$ 298 milhões.
Somente no quarto trimestre de 2014, último dado divulgado pela empresa, as perdas chegaram a R$ 67 milhões, quase o dobro do resultado do mesmo período do ano anterior. Esse foi o pior 4º trimestre do negócio de biocombustíveis da companhia.
Desde 2009 o prejuízo acumulado da companhia já alcançou R$ 1,1 bilhão (veja gráfico abaixo com as perdas trimestrais e anuais).

A empresa informou que continuou perdendo dinheiro tanto com etanol quanto com biodiesel, sem fornecer muitos detalhes sobre os motivos para as perdas. Uma das poucas informações divulgadas é que o plano de incentivo ao desligamento voluntário aumentou o prejuízo em R$ 10 milhões.
Receitas
Além do resultado pior, o documento mostra que houve retração nas receitas geradas pelo segmento biocombustíveis. Em 2014, a área faturou R$ 624 milhões contra R$ 832 milhões em 2013. Isso representa uma queda de praticamente um quarto no faturamento entre um ano e outro.
Por outro lado o prejuízo operacional ficou um pouco mais suave em 2014. Foram R$ 104 milhões contra R$ 164 milhões em 2013.
O documento também informa que os investimentos da Petrobras em biocombustíveis ao longo de 2014 totalizaram R$ 281 milhões, 12,7% a menos que os R$ 322 milhões que o grupo colocou em 2013 no braço de biocombustíveis.
Despesas
Também pesaram sob balanço da empresa despesas com vendas, gerais e administrativas de R$ 118 milhões e custos com pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que somaram R$ 32 milhões. No ano anterior, estes gastos foram de R$ 119 e 36 milhões de reais, respectivamente.
Ebitda e ebitda ajustado
Em 2014, o Ebitda - sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – do segmento de biocombustíveis ficou negativo em R$ 358 milhões, alta de 6,2% na comparação com 2013.
Já o Ebitda ajustado caiu 20,1%, de R$ 293 milhões negativos em 2013 para R$ 234 milhões negativos em 2014.
Por meio de joint ventures nas empresas Bambuí, Nova Fronteira e Guarani, a PBio detém participações em dez usinas de etanol, açúcar e energia elétrica nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e em Moçambique, na África.
Contra-Ataque
No bastidor, a Petrobras pode estar tentando dar uma virada de mesa nos resultados da PBio. O relatório da estatal informa que, em 2014, a subsidiária iniciou o Programa de Aumento da Competitividade (Proac) que visa melhorar a eficiência nas usinas controladas pela companhia. Serão implementados ainda o Sistema de Gestão Integrado de Segurança, Meio Ambiente e Saúde e o Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) para melhora a confiabilidade das usinas de biodiesel.
Em 2013, a PBio já havia aderido ao Programa de Otimização de Custos que, segundo o relatório, já teria superado o resultado esperado e poupado R$ 148,6 milhões só em 2014.
Petrobras X PBio
O gráfico abaixo considera apenas as perdas da PBio e não incluem o resultado da Petrobras com outros negócios envolvendo os biocombustíveis.
NovaCana e BiodieselBR

